Luís Mendes nega que saída do Benfica esteja ligada a dívida de Rui Costa

  1. Luís Mendes deixou o Benfica em junho de 2024.
  2. Negou dívida de Rui Costa como motivo da saída.
  3. Razões foram divergências estratégicas e de governação.
  4. 10Invest admite atraso em projeto imobiliário.

Luís Mendes, antigo administrador da SAD do Benfica e ex-vice-presidente do clube, veio a público esclarecer os motivos que o levaram a deixar os quadros do emblema encarnado em junho de 2024. Contrariando notícias veiculadas pela revista Sábado, Mendes negou categoricamente que a sua saída estivesse relacionada com uma alegada dívida de meio milhão de euros por parte de Rui Costa, presidente do Benfica.

Luís Mendes declarou na sua conta de LinkedIn: "Relativamente à notícia hoje divulgada pela revista “Sábado”, cumpre, a bem do rigor e da verdade, esclarecer que a minha saída do Sport Lisboa e Benfica se ficou a dever exclusivamente a divergências de natureza estratégica e de governação, já tornadas públicas na minha entrevista ao Record, designadamente a preocupação com o agravamento do equilíbrio financeiro, bem como a política desportiva”. Este esclarecimento surge num momento sensível para o clube, com duas assembleias-gerais agendadas, e Mendes fez questão de sublinhar a importância do “sentido de responsabilidade e foco absoluto na defesa dos seus superiores interesses”.

A alegada dívida, que terá sido revelada pela revista Sábado, estaria ligada a um projeto imobiliário em Carnaxide da empresa 10 Invest, propriedade de Rui Costa. A publicação avançou que Luís Mendes teria intentado uma ação judicial contra a empresa de Rui Costa para reaver 500 mil euros emprestados para o empreendimento Dream Living, e que a dívida terá sido saldada posteriormente. A 10Invest, por sua vez, também reagiu às notícias, admitindo constrangimentos na execução do projeto imobiliário, mas garantindo que os mesmos são compromissos pessoais de Rui Costa, sem qualquer interferência na atividade do Sport Lisboa e Benfica.

A 10Invest esclareceu: "São totalmente falsas as informações veiculadas pela revista Sábado que sugerem a existência de dificuldades económicas associadas à execução de um dos seus projetos”. A empresa justifica que “o que existe é um atraso na obra, motivado por constrangimentos operacionais no ritmo de execução, comuns no setor da construção, algo que lamentamos, mas que está já a ser regularizado e com a maior rapidez possível”. A 10Invest sublinha ainda que mantém “a sua atividade plenamente regular, com estabilidade operacional e financeira, continuando a cumprir escrupulosamente todos os seus compromissos contratuais e financeiros, como sempre aconteceu”.

O projeto Dream Living, que consiste em seis edifícios e 90 apartamentos, foi lançado em 2018 em parceria com o JPS Group, e representou um investimento de 45 milhões de euros. A 10 Invest reitera que “a obra encontra-se em fase avançada e a sua conclusão está prevista para breve, dentro dos parâmetros técnicos e de qualidade definidos”. A empresa fez questão de salientar que se tratam de “compromissos estritamente pessoais que não têm, nem tiveram, qualquer ligação, impacto ou interferência na atividade do Sport Lisboa e Benfica”, reafirmando “o seu compromisso com a transparência, com os seus clientes e parceiros, e com a concretização dos seus projetos com rigor e estabilidade”. Luís Mendes lamentou “que este tema possa ter ganho relevo na vida do Sport Lisboa e Benfica, sobretudo num momento particularmente importante para o clube, o qual exige sentido de responsabilidade e foco absoluto na defesa dos seus superiores interesses”.

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