O Benfica tem sido vocal sobre os impactos negativos do modelo atual de centralização dos direitos televisivos no futebol português. Segundo o clube, as perdas podem atingir os 15 milhões de euros por época, um valor significativo que coloca em causa a sustentabilidade financeira do clube. Esta posição foi reforçada por Nuno Catarino, em entrevista ao ECO, seguindo-se às declarações de Rui Costa na Assembleia da República.
Enquanto alguns clubes enfrentam contratos com valores inferiores aos anteriores, o Benfica destaca-se por conseguir negociar acordos individuais mais vantajosos. O clube argumenta que, ao atuar sozinho, consegue valorizar-se, enquanto o modelo coletivo o penaliza. “Não se constrói um sistema mais forte à custa de enfraquecer quem mais valor cria”
, sublinha o clube.
Além disso, o Benfica critica a falta de investimento em aspectos fundamentais para o crescimento do futebol português, como a qualidade dos estádios, relvados e transmissões. O clube também aponta a ausência de uma estratégia clara de internacionalização e combate à pirataria. Neste contexto, o Benfica defende uma centralização facultativa, que permita aos clubes escolher o caminho que melhor lhes convém, sem prejudicar quem já gera valor por si próprio.