Benfica redefine objetivos e aposta na formação após empate com Casa Pia

  1. Benfica empata com Casa Pia (1-1).
  2. Luta pelo título e 2º lugar dificultada.
  3. Qualificação para a Champions crucial.
  4. Rui Costa insatisfeito com resultado.

Após o empate inesperado com o Casa Pia (1-1), que ditou o afastamento da luta pelo título da Liga e complicou a corrida pelo segundo lugar, o Benfica redefiniu os seus objetivos para as seis jornadas que restam na competição. A equipa encarnada, agora dependente de um deslize do Sporting para garantir o acesso à próxima Liga dos Campeões, busca terminar a época com dignidade e qualidade. José Mourinho, técnico da equipa, e a estrutura do futebol profissional exigem que o plantel demonstre atitude nos restantes jogos: Nacional (casa), Sporting (fora), Moreirense (casa), Famalicão (fora), SC Braga (casa) e Estoril (fora).

A qualificação para a UEFA Champions League é vista como crucial para o investimento na próxima temporada, e a mínima possibilidade de alcançá-la não pode ser ignorada. O presidente do Benfica, Rui Costa, expressou a sua insatisfação após o empate com o Casa Pia, enfatizando a importância de uma mudança de postura. “Foi um empate mais do que inesperado, que não deveria ter acontecido, que não poderia ter acontecido... E que nos deixa numa situação ainda mais complicada do que aquela em que estávamos. É nossa obrigação lutar até ao fim, é nossa obrigação apagar a imagem daquilo que fizemos com o Casa Pia”, afirmou Rui Costa, em declarações exclusivas a A BOLA, após uma audiência na Assembleia da República.

Paralelamente à busca pelos objetivos desportivos, ganha força a ideia de uma maior utilização dos jovens da formação nas jornadas finais. Nomes como Banjaqui e José Neto (laterais) e o avançado Anísio Cabral já são opções regulares de Mourinho e podem somar mais minutos. Outros talentos da equipa B e sub-23, alguns já convocados pelo técnico, aguardam oportunidades, como Gonçalo Moreira, médio-centro considerado o melhor jovem de março na Liga 2, por quem Mourinho revelou ter “um fraquinho”. A insatisfação de Mourinho com o rendimento de alguns jogadores mais influentes também alimenta a vontade de apostar na formação, uma política valorizada pelo técnico desde a sua chegada. Caso o contexto competitivo permita, o Benfica pretende consolidar decisões técnicas a pensar já na época de 2026/2027, com vários jovens a participarem na pré-temporada e com hipóteses reais de permanecerem no plantel principal. O mercado de verão promete ser agitado e estratégico, com ajustes orientados pelas metas e pela aposta na base, enquanto as águias se concentram em terminar com dignidade a época de 2025/26.

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