Rui Costa Preocupado com Empate e Direitos Televisivos

  1. Empate 1-1 complico ambitions do clube
  2. Rui Costa: "É nossa obrigação lutar até ao fim"
  3. Centralização dos direitos televisivos é preocupação
  4. Clubes devem trabalhar juntos pelo crescimento

Rui Costa, presidente do Benfica, expressou a sua preocupação relativamente ao recente empate (1-1) entre o Benfica e o Casa Pia, um resultado que, na sua perspetiva, complica seriamente as ambições da equipa na Liga portuguesa. O dirigente abordou o tema à margem de uma audiência com o grupo parlamentar do Partido Socialista, na Assembleia da República, que decorreu esta quarta-feira.

O empate, considerado inesperado pelo presidente, é encarado com seriedade. Rui Costa afirmou: “E de que maneira, e de que maneira. Foi um empate mais do que inesperado, que não poderia ter acontecido, não poderia ter acontecido... E que nos deixa numa situação ainda mais complicada do que aquela em que estávamos. É nossa obrigação lutar até ao fim, é nossa obrigação apagar a imagem daquilo que fizemos com o Casa Pia”.

Além da análise ao desempenho desportivo, Rui Costa focou-se na questão da centralização dos direitos televisivos, explicando as razões da sua presença na Assembleia da República: “Correu muito bem, acho que os partidos políticos estão a sensibilizar-se para os problemas que existem no futebol português, nomeadamente no que diz respeito à centralização, que nos preocupam bastante, e viemos expor a nossa versão e aquilo que são as nossas preocupações, assim como em relação a outros temas, como a Benfica FM e o Benfica District. Mas, essencialmente, esta parte da centralização dos direitos televisivos, que não diz respeito só ao Benfica, diz respeito ao futebol português e é uma preocupação muito grande”.

O presidente do Benfica sublinhou a necessidade de uma abordagem global na questão da centralização dos direitos: “Nesse sentido, nós consideramos que a forma como está a ser vista a centralização dos direitos televisivos não vai beneficiar o futebol português, portanto tem de ser uma coisa global e não só do Benfica”.

Relativamente à articulação entre os grandes clubes do futebol português, Rui Costa afirmou que: “Nada é bom para o negócio quando as coisas são assim e têm de acontecer dessa maneira, mas não impede que os clubes estejam em sintonia para o crescimento do futebol português. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e não ponho em causa que os clubes possam trabalhar em conjunto para o crescimento do futebol português”.

Em relação às preocupações dos clubes e à postura do Benfica, Rui Costa referiu que a intenção é “acima de tudo, dar a conhecer as nossas lamentações e fazer perceber a nossa política, o que está em causa, quer num argumento quer no outro, no lado da Benfica FM, mais privada, mais Benfica, e na parte dos direitos televisivos, que é mais global, porque envolve todo o futebol português. Dar a conhecer essas preocupações e sensibilizar os partidos para que possam agir em conformidade”. Os temas da arbitragem, que têm sido um ponto de discórdia recente no futebol português, não foram abordados durante a reunião. “Não, hoje os temas foram estes que acabei de dizer, os outros temas não eram para agora”, concluiu Rui Costa.

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