Prestianni revela dificuldades de adaptação no Benfica e defende-se de acusação de racismo

  1. Prestianni ponderou regressar à Argentina
  2. Di María e Otamendi apoiaram Prestianni
  3. Prestianni nega acusação de racismo
  4. Suspensão da UEFA impediu-o de jogar

Gianluca Prestianni, jovem extremo do Benfica, abriu o coração em entrevista à Telefe, revelando os momentos difíceis que enfrentou na sua chegada a Portugal e a polémica acusação de racismo. O argentino, que hoje sorri com a sua adaptação e o seu papel na equipa, confessou que nos primeiros seis meses no clube lisboeta ponderou regressar à Argentina. “Foi demasiado difícil. Só tinham passado seis meses e eu já queria voltar à Argentina. Por sorte, logo a seguir vieram as férias, mas regressar depois outra vez foi muito complicado”, confessou o jogador, explicando que a sua natureza reservada dificultou ainda mais a situação. “Não falava com ninguém para não mostrar à minha família que estava mal, porque eles sofrem com isso. Gosto de mostrar quando estou feliz, mas quando estou triste prefiro guardar para mim e não demonstrar para descarregar só quando estou sozinho. É uma coisa minha. Desde miúdo que sou assim”.

Neste período conturbado, Prestianni encontrou apoio nos seus compatriotas Ángel Di María e Nicolás Otamendi. “Depois tive uma ocasião em que me lesionei, o Ángel [Di María] viu-me triste e a chorar e veio falar comigo. Eu confessei-lhe que queria voltar à Argentina, que não aguentava mais e ele ajudou-me muito. Convidava-me para comer a casa dele, com a família e isso ajudou-me muito. O Otamendi também me apoiou muitíssimo. Por isso acho que é graças a eles que superei isso e agora estou aqui na seleção”, salientou o extremo. Olhando para trás, Prestianni admite que talvez tivesse preferido atrasar a sua mudança para a Europa. “Talvez ficar mais seis meses no Vélez. Fui [para o Benfica] no início do ano e penso que teria desfrutado mais se tivesse ido só a meio do ano”. Apesar das adversidades, o jovem argentino mantém os seus objetivos claros e ambiciosos. “Daria tudo para estar no Mundial. Até aquilo que não tenho. Mas tenho de me manter tranquilo a trabalhar no Benfica para ver se a oportunidade surge. Acho que estou a fazer muito bem as coisas no Benfica, tudo o que me pede o treinador”.

Além das dificuldades de adaptação, Prestianni viu-se envolvido numa acusação de racismo após o jogo entre o Benfica e o Real Madrid na Liga dos Campeões. O avançado brasileiro Vinícius Júnior terá alegado ter sido alvo de insultos racistas por parte do argentino. Em resposta, o jogador do Benfica foi categórico: “Não sou racista, nunca fui e jamais serei”. Prestianni defendeu-se, explicando o contexto cultural argentino da linguagem utilizada. “Para nós, argentinos, isso é um insulto normal, é alguém a tentar tirar-te do sério e tentar tirar-te do jogo. Mas nunca pensei em reagir ao que me disse. Eu só penso em responder dentro de campo”, referiu Prestianni, acrescentando ainda: “Para nós, argentinos, chamar `maricón` [maricas] ou `cagón` [cobarde] é algo normal”. O incidente resultou numa suspensão provisória pela UEFA, impedindo-o de jogar a segunda mão do play-off. “Custou-me muito não jogar o segundo jogo. Castigaram-me por algo que não disse”. O jogador expressou a sua gratidão pelo apoio do clube e dos colegas. “Estou muito agradecido ao clube, por ter acreditado em mim e me ter apoiado, e aos meus companheiros também. Isso, para mim, é muito mais importante do que vir fazer publicações para as redes sociais”. O argentino também revelou ter conversado com o treinador José Mourinho e com os seus colegas sobre o incidente para esclarecer as coisas.

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