O Estádio da Luz, casa do Benfica, encontra-se sob escrutínio após a Proteção Civil ter detetado uma falha estrutural durante uma vistoria. Este problema foi identificado por técnicos especializados na avaliação de grandes infraestruturas, incluindo recintos desportivos. Embora a natureza exata da falha não tenha sido detalhada, a Proteção Civil pode conceder um prazo para a correção, sugerindo que a utilização do estádio para o próximo jogo contra o Nacional, agendado para 12 de abril, não deverá ser comprometida. A Liga de Clubes realizará em meados de abril as habituais inspeções para licenciamento da próxima temporada, onde será exigida a documentação que comprove a conformidade com as regras de segurança.
Paralelamente, o Benfica foi alvo de uma condenação por parte da UEFA, que impôs o encerramento parcial de 500 lugares nos setores 10 e 11 do Estádio da Luz. Esta decisão, ainda não oficializada, surge na sequência de comportamentos racistas e discriminatórios por parte de alguns adeptos durante um jogo contra o Real Madrid. Cinco indivíduos já foram suspensos pelo clube e enfrentam a possível expulsão de sócios. A UEFA terá considerado a rápida resposta do Benfica através de um inquérito interno, resultando numa pena suspensa de um ano.
Os incidentes racistas ocorreram após um golo de Vinicius Júnior, a 17 de fevereiro, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Champions. As reações discriminatórias das bancadas visaram o jogador brasileiro e também Gianluca Prestianni, que foi acusado de insultos racistas. A suspensão preventiva de Prestianni para a segunda mão foi uma das consequências imediatas, embora o desfecho do inquérito da UEFA sobre este caso ainda não seja conhecido. O Benfica não prestou declarações sobre a falha detetada pela Proteção Civil.