Rui Costa critica veementemente o estado atual do futebol português e a situação do Benfica

  1. Rui Costa criticou o estado do futebol português
  2. Benfica não aceita sucesso dos rivais
  3. Investimento sem retorno criticado por Rui Costa
  4. Comunicação do clube alvo de reparos

Num discurso proferido na Gala Cosme Damião, poucas horas após uma noite memorável em Alvalade, Rui Costa, presidente do Sport Lisboa e Benfica, expressou de forma contundente o seu desagrado com o estado atual do futebol português. As suas palavras, consideradas por muitos como um sinal de “lucidez”, não deixaram ninguém indiferente. “Não podemos, nem vamos aceitar de forma alguma, o que se tem passado no futebol português”, vincou o líder encarnado, sublinhando a insatisfação com a realidade que se desenrola nos relvados nacionais.

A crítica de Rui Costa abrange diversos aspetos que, na sua perspetiva, o Benfica não pode tolerar. O presidente fez referência direta ao sucesso recente do rival, afirmando que o Benfica “não pode aceitar que o Sporting seja o atual bicampeão nacional” e que esteja “a alimentar a esperança do tricampeonato nacional”. As ambições europeias do Sporting também foram alvo de menção, com Rui Costa a referir que o Benfica “não pode aceitar que o Sporting seja a grande equipa portuguesa na Liga dos Campeões”. A crítica não se limitou ao Sporting, estendendo-se também ao FC Porto. O presidente do Benfica indicou que o clube “não pode aceitar que o FC Porto seja hoje o líder da Liga” e que “o FC Porto seja um dos principais favoritos ao título da Liga Europa”. A performance em campo dos dois rivais foi igualmente abordada: “Não podem aceitar que o FC Porto e o Sporting estejam a praticar um melhor e mais consistente futebol”, disse, apontando ainda para as contratações mais cirúrgicas de Sporting e FC Porto.

Além da performance dos rivais, Rui Costa apontou o dedo a questões internas do Benfica. O elevado investimento sem o retorno esperado foi um dos pontos de discórdia: “Não podem aceitar mais um investimento acima dos 100 milhões de euros no mercado e pouco (ou nada) ganhar”. A gestão de contratações foi igualmente criticada, com o presidente a mencionar o caso de Sudakov, referindo que o Benfica “não pode aceitar que uma das suas maiores compras de sempre (Sudakov) seja reserva habitual”, e Richard Ríos, dizendo que o Benfica “não pode aceitar que a sua maior compra de sempre (Richard Ríos) praticamente não tenha impacto na equipa”. A instabilidade no comando técnico e a falta de aproveitamento da formação foram igualmente ressalvadas: “Não podem aceitar que haja uma troca recorrente de treinador logo no começo de uma temporada” e “Não podem aceitar que uma das melhores e mais conceituadas formações da Europa seja tão pouco aproveitada”. Por fim, a comunicação do clube também foi alvo de reparos, com Rui Costa a declarar que o Benfica “não pode aceitar que a própria comunicação seja motivo de chacota e pesadas críticas em todos os cantos do mundo”. A mensagem é clara: Rui Costa considera que o Benfica “não pode, de todo, aceitar a atual realidade” e que mudanças são imperativas.

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