Rui Costa critica gestão do futebol português em gala do Benfica

  1. Rui Costa: “não vamos aceitar o que se tem passado”
  2. Benfica exige respeito e igualdade de circunstâncias
  3. Críticas ao castigo de José Mourinho
  4. Rui Costa: “lutar até ao último fôlego”

Na cerimónia de entrega dos Galardões Cosme Damião, o presidente do Benfica, Rui Costa, abordou a situação atual do futebol português, manifestando a sua insatisfação em relação a diversos acontecimentos recentes. A gala, que assinalou os 122 anos do clube e premiou figuras como Fredrik Aursnes, Andreas Schjelderup e Lúcia Alves, serviu de palco para o líder encarnado reiterar a ambição do clube e a sua insatisfação com a forma como a modalidade tem sido gerida em Portugal.

Rui Costa não poupou críticas, afirmando categoricamente que “não vamos aceitar o que se tem passado no futebol português”. Esta declaração sublinha a postura de intransigência do Benfica perante situações que considera prejudiciais. O presidente benfiquista foi mais além nas suas críticas, sublinhando que “não podemos, nem vamos aceitar de forma alguma o que se tem passado no futebol português”. Em particular, referiu que “não podemos esquecer a forma como nos tiraram uma Taça de Portugal, nem ao que temos assistido ao longo deste campeonato”, demonstrando que a memória dos acontecimentos recentes está bem presente e a motivar a sua tomada de posição.

O líder encarnado deu o exemplo do “castigo inqualificável aplicado a José Mourinho” como um dos pontos de discórdia, questionando as decisões tomadas pelos organismos responsáveis. Rui Costa elevou o tom para defender o seu clube, declarando que o Benfica exige respeito e que quer “competir em igualdade de circunstâncias com os adversários”. A sua mensagem é clara: o Benfica não quer privilégios, mas sim um tratamento justo e equitativo. O presidente fez questão de prometer que irão “lutar até ao último fôlego pelos objetivos”, transmitindo uma imagem de determinação e resiliência. No balanço desportivo do último ano, Rui Costa referiu que “assumimos sem rodeios que não estamos no lugar que queríamos, e sempre assim será desde que não estejamos em primeiro. Não fugimos a essa responsabilidade”, mostrando uma autoanálise crítica mas convicta do papel do Benfica no panorama futebolístico.

O presidente salientou que “o exemplo da última jornada em Arouca é gritante, mas é só mais um exemplo comparativamente ao que temos visto em outros campos”, indicando que as irregularidades são recorrentes. E continuou a sua argumentação: “Tal como não podemos aceitar o castigo inqualificável a José Mourinho por factos que comprovadamente não aconteceram”. A exigência de rigor foi novamente mencionada: “Exigimos rigor, exigimos respeito pelo Benfica. Exigimos competir em igualdade com os nossos adversários”. Para finalizar, Rui Costa deixou uma última mensagem de insistência: “Continuaremos a lutar pelos nossos objetivos até ao último fôlego. É o que exijo. Mas é imperativo que nos deixem lutar com as mesmas armas que os nossos rivais”. A cerimónia dos Galardões Cosme Damião não se resumiu apenas à celebração das conquistas, mas serviu também como uma plataforma para o Presidente do Benfica, Rui Costa, expressar as preocupações e as exigências do clube em relação ao futuro do futebol português.

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