A SAD do Benfica anunciou um resultado líquido positivo de 40,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2025/26, um valor que supera em 300 mil euros o registado no período homólogo anterior, alcançando o “segundo melhor registo de sempre” nesta análise. Este é o terceiro semestre consecutivo com resultados positivos para a sociedade desportiva benfiquista, conforme detalhado no relatório e contas enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Os rendimentos operacionais, excluindo os direitos de atletas, atingiram 106,9 milhões de euros, um aumento de 1,1% em relação ao período anterior, impulsionado principalmente pelo crescimento de 17,9% nos rendimentos de matchday. Este resultado representa o segundo melhor registo histórico da SAD num primeiro semestre. Contudo, os rendimentos totais sofreram uma queda de 7,5%, fixando-se em 198,4 milhões de euros, uma redução atribuída pelo clube à diminuição das receitas com a transação de direitos de jogadores.
Em contrapartida, os custos operacionais sem transferências de atletas registaram uma redução de 6,3%, cifrando-se em 113,4 milhões de euros, o que a direção do clube justifica maioritariamente pela diminuição dos gastos com pessoal. O ativo total do clube cresceu 13,7%, para 672 milhões de euros, enquanto o passivo aumentou 8,5%, para 515,1 milhões. Já a dívida líquida manteve-se estável em 199,4 milhões de euros, evidenciando uma gestão equilibrada mesmo com os investimentos realizados. O capital próprio, por sua vez, subiu 34,8% em relação a junho de 2025, atingindo 156,8 milhões de euros, o segundo valor mais alto de sempre para a Benfica SAD.
O relatório financeiro também revelou detalhes sobre os movimentos de jogadores, confirmando a renovação de João Rego até 2029/30, notícia que já havia sido avançada por O JOGO e agora oficializada pelo clube, além da de Anísio Cabral (2030/31). Foi ainda confirmado o investimento em Barrenechea, que totaliza 14,4 milhões de euros, após o cumprimento de cláusulas de compra obrigatória. Richard Ríos destacou-se como o maior investimento, com 28,4 milhões de euros, seguido por Sudakov (25,4 milhões) e Ivanovic (22,6 milhões).
Para o segundo semestre, o Benfica antecipa maiores desafios devido à ausência na Liga dos Campeões e à não realização do Mundial de Clubes, o que exigirá uma gestão mais complexa para alcançar o equilíbrio económico. A administração, porém, acredita que os resultados positivos do primeiro semestre fornecerão um suporte crucial para a manutenção da estabilidade financeira do clube da Luz.