Benfica SAD anuncia lucro de 40,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2025/26

  1. Lucro líquido de 40,6 milhões de euros.
  2. Rendimentos operacionais de 106,9 milhões de euros.
  3. Dívida líquida estável em 199,4 milhões de euros.
  4. Investimento em Richard Ríos de 28,4 milhões de euros.

A SAD do Benfica anunciou um resultado líquido positivo de 40,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2025/26, um valor que supera em 300 mil euros o registado no período homólogo anterior, alcançando o “segundo melhor registo de sempre” nesta análise. Este é o terceiro semestre consecutivo com resultados positivos para a sociedade desportiva benfiquista, conforme detalhado no relatório e contas enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os rendimentos operacionais, excluindo os direitos de atletas, atingiram 106,9 milhões de euros, um aumento de 1,1% em relação ao período anterior, impulsionado principalmente pelo crescimento de 17,9% nos rendimentos de matchday. Este resultado representa o segundo melhor registo histórico da SAD num primeiro semestre. Contudo, os rendimentos totais sofreram uma queda de 7,5%, fixando-se em 198,4 milhões de euros, uma redução atribuída pelo clube à diminuição das receitas com a transação de direitos de jogadores.

Em contrapartida, os custos operacionais sem transferências de atletas registaram uma redução de 6,3%, cifrando-se em 113,4 milhões de euros, o que a direção do clube justifica maioritariamente pela diminuição dos gastos com pessoal. O ativo total do clube cresceu 13,7%, para 672 milhões de euros, enquanto o passivo aumentou 8,5%, para 515,1 milhões. Já a dívida líquida manteve-se estável em 199,4 milhões de euros, evidenciando uma gestão equilibrada mesmo com os investimentos realizados. O capital próprio, por sua vez, subiu 34,8% em relação a junho de 2025, atingindo 156,8 milhões de euros, o segundo valor mais alto de sempre para a Benfica SAD.

O relatório financeiro também revelou detalhes sobre os movimentos de jogadores, confirmando a renovação de João Rego até 2029/30, notícia que já havia sido avançada por O JOGO e agora oficializada pelo clube, além da de Anísio Cabral (2030/31). Foi ainda confirmado o investimento em Barrenechea, que totaliza 14,4 milhões de euros, após o cumprimento de cláusulas de compra obrigatória. Richard Ríos destacou-se como o maior investimento, com 28,4 milhões de euros, seguido por Sudakov (25,4 milhões) e Ivanovic (22,6 milhões).

Para o segundo semestre, o Benfica antecipa maiores desafios devido à ausência na Liga dos Campeões e à não realização do Mundial de Clubes, o que exigirá uma gestão mais complexa para alcançar o equilíbrio económico. A administração, porém, acredita que os resultados positivos do primeiro semestre fornecerão um suporte crucial para a manutenção da estabilidade financeira do clube da Luz.

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