Mourinho critica Benfica após derrota na Taça da Liga

  1. José Mourinho critica primeira parte
  2. Benfica perdeu para o Sp. Braga
  3. Zalazar marcou golo inaceitável
  4. Mourinho fala na pressão da equipa

Após a derrota do Benfica frente ao Sp. Braga na meia-final da Taça da Liga, o treinador José Mourinho não hesitou em criticar a exibição da sua equipa nos primeiros 45 minutos. Em declarações à SportTV, Mourinho afirmou: “Peço desculpa ao Sp. Braga e ao Carlos [Vicens], não consigo dizer que o Sp. Braga mereceu ganhar, eu tenho é de dizer que o Benfica mereceu perder, que é diferente.”

Esta crítica direta à performance da sua própria equipa chocou com a expectativa habitual que se reserva aos ‘três grandes’ do futebol português, especialmente numa competição como a Taça da Liga. Mourinho reconheceu a severidade da sua análise, indicando que: “Fizemos uma primeira parte horrível, com exceção dos primeiros cinco minutos, onde até criámos uma ocasião para marcar. A partir do momento em que o João Pinheiro assinalou o penálti que depois reverte, porque é fora da área, em vez de haver um clique no sentido de ‘não é penálti [para o Sp. Braga]’, acho que houve um clique inexplicável de negatividade, nervosismo, qualidade horrível em posse de bola, perdas de bola incríveis, com o Zalazar a explorar bem a profundidade no nosso lado direito.”

Pressão e Golo Inaceitável

A crítica não parou por aí; Mourinho também falou sobre a incapacidade do Benfica em lidar com a pressão e destacou o golo de Zalazar como inaceitável. “Com um segundo golo inaceitável”, sublinhou, referindo-se à dificuldade da sua equipa em reagir à pressão e à falta de resposta desejada. Esta análise crítica focou-se na necessidade de o Benfica mostrar um nível mais elevado de concentração, especialmente em momentos cruciais da partida.

No entanto, Mourinho reconheceu que a dinâmica mudou após o intervalo, com a sua equipa a mostrar mais coragem e a pressionar o adversário. “Na segunda parte, o oposto. Inexplicável, também, com uma equipa que foi corajosa, agressiva, começou a ganhar duelos, a jogar, a meter o Sp. Braga encostado às cordas. Acreditámos e, ao intervalo, falámos disso. Era importante o primeiro golo e, a partir daí, continuar a apertá-los mais.”

Reação e Golo Redutor

Esta mudança de atitude pareceu dar esperança ao conjunto encarnado, que conseguiu reduzir a desvantagem para 2-1 com um penálti de Pavlidis. Apesar disso, o impacto positivo foi rapidamente neutralizado por um erro defensivo que levou ao terceiro golo da equipa bracarense. Mourinho fez questão de destacar a gravidade da situação, afirmando que “o 3-1 é inexplicável. Quando as equipas estão à procura de virar resultados, não podemos cometer erros defensivos.” Esta afirmação espelha bem a frustração do técnico em relação ao golo que acabou por ditar a eliminação da sua equipa.

Dificuldades Futuras

Por fim, Mourinho referiu-se às dificuldades que a sua equipa terá na próxima partida, especialmente pela ausência de jogadores importantes: “Não tenho a certeza se o João Pinheiro será assim com todos os capitães de equipa que ele apita. Se calhar é bom para o currículo dele expulsar um campeão do mundo. Com o António Silva e o Otamendi de fora, ir ao Dragão com o Tomás Araújo e um miúdo dificulta ainda mais, mas esperemos que, com o orgulho ferido e com o sentimento de culpa que acho que todos devemos sentir, confio que os jogadores possam dar o melhor de si próprios.”

Sentimento de Culpa

Esta última análise revela a apreensão de Mourinho face aos próximos desafios, especialmente tendo em conta a forma como a sua equipa se comportou nesta eliminatória. O sentimento de culpa e a necessidade de mostrar um desempenho superior parecem ser a mensagem final de Mourinho, que promete trabalho redobrado para conseguir reverter esta situação.

Reformulação Necessária

Com as expectativas elevadas na Taça da Liga, os encarnados têm agora de repensar a sua abordagem e trabalhar para corrigir erros que custaram caro nesta fase da competição. Mourinho e a sua equipa precisam de encontrar uma forma de se reerguer e demonstrar que têm a capacidade para competir com os melhores, reavivando a confiança necessária para enfrentar os próximos desafios.