João Noronha Lopes revisita eleições conturbadas de 2020

  1. João Noronha Lopes foi candidato em 2020
  2. Mais de 90% dos sócios votaram contra voto eletrónico
  3. Preocupação com a credibilidade do voto eletrónico
  4. Proposta de alargamento das secções de voto

João Noronha Lopes, ex-candidato à presidência do Benfica, revisita as conturbadas eleições de 2020, nas quais enfrentou Luís Filipe Vieira. Em uma recente entrevista, ele compartilhou a complexidade das decisões que tomou durante o processo eleitoral.

Noronha Lopes afirmou: “Foi uma decisão muito difícil e individual. A maior parte de quem estava perto de mim pensava de maneira diferente. Mas, às vezes, temos de tomar decisões difíceis, sozinhos. Naquela altura, foi o que pensei. Mesmo que tivéssemos contestado, o processo acabaria da mesma maneira. As urnas seriam levadas para um determinado local e o que quer que se pudesse fazer teria sido feito, com a agravante de que a noite teria acabado com os benfiquistas à pancadaria. E foi esse o cenário que quis evitar.”

Preocupações com o Voto Eletrónico

Noronha Lopes expressou a sua preocupação sobre o sistema de votação eletrónica, discutindo a sua falta de credibilidade. Ele comentou: “Em primeiro lugar, porque ainda não oferece condições de total isenção e credibilidade. Isso explica porque não existe nas eleições para os órgãos de soberania em Portugal e nas eleições para a grande maioria dos países democráticos deste mundo. É porque há dúvidas fundadas sobre a credibilidade do processo e a possibilidade de interferências externas.”

Ele continuou: “Em segundo lugar, porque acho que no Benfica é mais importante ter o voto escrito. Por uma questão de legitimidade do presidente. O que quero dizer? É importante para o presidente, quando for eleito, que não existam dúvidas nenhumas relativamente à votação. A única maneira disso acontecer é através do voto escrito, para evitar que continuemos a ter discussões sobre se o voto eletrónico era ou não fiável.”

Abolição do Voto Eletrónico

O ex-candidato recordou que mais de 90 por cento dos sócios do Benfica votaram pela abolição do voto eletrónico e pela escolha do voto físico. Ele acrescentou: “Até podemos achar a ou b, mas os estatutos são o que são. Não podemos fugir aos estatutos.”

Noronha Lopes defendeu que a decisão de abolir o voto eletrónico é um reflexo da vontade da massa associativa, enfatizando a importância de respeitar a decisão dos sócios e a legitimidade do processo eleitoral no clube.

Alargamento das Opções de Voto

A visão de Noronha Lopes se estende também ao alargamento das opções de voto para os sócios, inclusive para aqueles que estão fora de Portugal. Ele destacou: “É importante tornar esse voto o mais alargado possível para todos os sócios do Benfica. Falámos que o voto por correspondência seria uma boa solução. Mas tem o problema do cumprimento dos prazos estatuários, que dificilmente se conciliam com a troca de correspondência.”

Ele explicou que, como alternativa, o que foi proposto foi o alargamento das secções de voto aos Açores e à Madeira, bem como a criação de secções de voto fora de Portugal, onde existam casas do Benfica ou um número significativo de adeptos, como em consulados ou hotéis.

Custos e Logística do Processo

Noronha Lopes não se deixou intimidar pelos custos que esse processo possa acarretar. Ele afirmou: “Se não é numa votação para as eleições que justificamos gastar montante significativo, então é para quê? Este argumento não colhe. É mais complicado do ponto de vista logístico, mas temos obrigação de tentar chegar ao maior número possível de sócios nas ilhas e no estrangeiro.”

Concluindo, Noronha Lopes destacou que o Benfica tem de criar condições para que todos os sócios possam exercer o seu direito de voto, independentemente de onde se encontrem, para fortalecer ainda mais a democracia dentro do clube.

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