Eleições do Benfica: Debate aceso sobre voto eletrónico

  1. Eleições marcadas para 25 de outubro
  2. 70% de abstenção nas eleições
  3. Candidatura Benfica Vencerá liderada por Manteigas
  4. Cristóvão Carvalho critica João Noronha Lopes

As eleições do Benfica, marcadas para o dia 25 de outubro, estão a gerar um intenso debate entre os candidatos, especialmente em torno da questão do voto eletrónico. Cristóvão Carvalho, um dos candidatos, manifestou a sua insatisfação em relação à posição de João Noronha Lopes, criticando a falta de abertura desta candidatura quanto a essa proposta. Carvalho referiu: ““João Noronha Lopes? É uma posição estaticista de um dos candidatos e isto não é democracia no Benfica. Para quem ouviu gritar tanto tempo democracia no Benfica, quando se chega a este ponto e se toma uma posição absolutamente radical à cabeça que nem se fala sobre essa matéria””.

A questão do voto eletrónico é crucial, uma vez que a abstenção nas eleições do clube é elevada, com Carvalho a afirmar que “o Benfica tem 70% de abstenção. Então quem decide as eleições do Benfica são 50 mil sócios. Somos 400 mil sócios.” Esta realidade levanta a necessidade de refinar os processos eleitorais a fim de garantir a participação de todos os associados, independentemente da sua localização geográfica. Foi nesta linha que a candidatura “Benfica Vencerá”, sob a liderança de João Diogo Manteigas, se posicionou, propondo medidas que incluem um encerramento do recenseamento dos sócios residentes fora de Portugal continental até meados de setembro e o envio de boletins de voto físico.

Voto Eletrónico e Abstenção

Manteigas apontou que “esta solução garante o exercício do voto físico por parte de todos os sócios sem comprometer a integridade do processo e assegurando a participação democrática de todos, independentemente da sua localização geográfica”. Entretanto, em defesa do voto eletrónico, Carvalho lembrou que “obviamente que o voto eletrónico tem de trazer mais pessoas a votar”.

Refletindo sobre o passado, Carvalho também fez uma crítica ao voto eletrónico utilizado anteriormente, descrito por ele como “controlado pelo Sport Lisboa e Benfica” durante a presidência de Luís Filipe Vieira, e caracterizou esse método como vergonhoso. Ele adicionou que “neste momento o voto eletrónico está pensado de outra forma, que é o voto moderno que está testado, está verificado, várias associações já o fazem e é perfeitamente seguro”.

A Importância da Transparência

Além disso, ele terminou destacando a importância de um envolvimento ativo entre candidatos e a Assembleia Geral, sublinhando que “o Presidente da Assembleia Geral chamou as candidaturas para trabalhar. Pelo menos no primeiro ato, o representante da candidatura tem de sentar e dizer que eu estou presente, estou a ouvir. Tem de dar o exemplo”.

A discussão acesa entre os candidatos revela não apenas a urgência de adaptar o processo eleitoral do Benfica, mas também a diversidade de opiniões que existem dentro do clube sobre como melhor representar todos os seus associados. Com a proximidade do ato eleitoral, será vital para todos os envolvidos encontrar uma solução que promova a transparência e a participação activa dos sócios, enquanto se preserva a integridade do clube e de suas instituições.

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