Ruben Amorim mantém a tranquilidade após aceitar comando do Manchester United

  1. Ruben Amorim aceita comando do Manchester United
  2. Amorim diz que o clube não vai mudar a sua maneira de ser
  3. Confiança nos jogadores é chave para o sucesso
  4. Percurso de Amorim até chegar ao topo incluiu passagem pelo Casa Pia e rejeição de convite do Benfica

Após ter aceitado o comando do Manchester United, o treinador português Ruben Amorim continua o seu périplo de entrevistas em Inglaterra. Desta vez, Amorim falou à BBC Sport numa conversa relaxada, surpreendendo o entrevistador pela sua tranquilidade.

«Você parece muito tranquilo», afirmou Mark Chapman. «Estou tranquilo porque vou ficar bem, não interessa o que acontecer nesta altura da minha vida. O Manchester United pode mudar a minha vida, mas não vai mudar a minha maneira de ser. Se alguma coisa acontecer, vou ficar frustrado mas vai ficar tudo bem», atirou Ruben Amorim.

Confiança nos jogadores é chave para o sucesso


Assegurando que «não controla os resultados», mas sabe «o que fazer», Amorim explicou que a ligação aos jogadores pode ser um dos fatores que pode ditar o sucesso. «Talvez porque seja uma pessoa emocional, talvez porque seja diferente do último treinador [Erik Ten Hag], talvez porque pensem que seja o homem certo. As pessoas acreditam sempre que o próximo homem é o correto», brincou.

Amorim não sabe se vai ter o mesmo sucesso que teve em Portugal, dizendo que a ascensão foi muito rápida também pelo conhecimento que tinha do futebol nacional.

Percurso até ao topo


Amorim recordou os primeiros tempos enquanto treinador: «Fui para o Casa Pia porque queria ser treinador principal. Tive de ir para a terceira divisão. Era para sentir o que é ser treinador e por ser perto de minha casa. Não fui para o Benfica porque não tinha o controlo das camadas jovens. Na minha visão de ver o futebol, o treinador principal tem de controlar.»

Luís Filipe Vieira, antigo presidente do Benfica, já disse publicamente que tinha convidado Ruben Amorim para integrar a estrutura do clube, mas que o treinador rejeitou a oferta. «No Braga tinha mais condições. Tive muita sorte nos primeiros jogos na equipa principal, foi uma 'armadilha' para o presidente António Salvador, meu bom amigo. Ganhámos ao FC Porto e ao Benfica com muita sorte e sei disso. Isso mudou a minha vida. Fui para o Sporting e o resto é história», conta Amorim.

Importância da equipa técnica


Amorim admitiu ainda a importância de ter tido um psicólogo: «Além disso, não tenho vergonha de dizer que tive um psicólogo. No fim da minha carreira de futebolista queria mudar algumas coisas em mim. A universidade foi para aprender outras coisas pois, enquanto futebolista, pensamos que sabemos tudo. Mas não», destacando também a relevância da sua equipa técnica.

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