AVS surpreende FC Porto com goleada, mostrando evolução sob o comando de João Henriques

  1. AVS goleia FC Porto por 3-1
  2. João Henriques destaca valorização de ativos
  3. Pedro Lima associado ao Sporting
  4. Roni marca dois golos e é MVP

O AVS, já despromovido, surpreendeu ao golear o campeão nacional FC Porto por 3-1. Este resultado, apesar de não alterar o destino da equipa na tabela, deixou um sabor agridoce ao treinador João Henriques. O técnico, em declarações na sala de imprensa do Estádio do Desportivo das Aves e à Sport TV, destacou o crescimento da equipa nas últimas semanas e projetou um futuro promissor para alguns dos seus jogadores.

Um dos nomes em destaque é Pedro Lima, associado a uma possível transferência para o Sporting. João Henriques não escondeu o entusiasmo com a valorização de ativos do clube. Segundo Henriques, “Falamos nos títulos que o FC Porto venceu, mas existem tantos outros títulos menos mediáticos. Não são só os resultados, mas há a questão de potenciar vários ativos do clube, que pode aqui ter um bom encaixe financeiro. Temos feito o nosso trabalho e estão a emergir vários nomes da vossa parte [comunicação social] Vão acontecer várias coisas boas para o clube e esta é uma das nossas bandeiras”.

Sobre Pedro Lima, o treinador foi ainda mais efusivo: “Ele é um dos jogadores deste grupo que tem 'pedigree' para que possa assumir um desafio desse nível. Não sabemos os contornos desse rumor, mas ficaria tremendamente feliz se fosse verdade. Para além de ser um bom jogador, conseguiria afirmar-se a esse nível. É um menino extraordinário, reconhece a importância do grupo e trabalha muito. Depois de ter números, vai espoletar o interesse de muita gente, como tem acontecido. Hoje houve vários jogadores que mostraram isso. Não só o Roni que fez dois golos e é naturalmente o MVP, mas acreditámos que muitos deles serão alvos de cobiça. Os centrais estiveram imperiais, os avançados entenderam o que queríamos... Era capaz de ficar aqui a falar da equipa toda, mas sentimos que vários jogadores vão ser cobiçados”. João Henriques reiterou o seu desejo: “É um dos jogadores deste grupo que tem pedigree para assumir um desafio desse nível. Não sabemos dos contornos totais desse rumor, mas ficava feliz. Para além de ser jogador para esse nível, é um menino extraordinário que reconhece o trabalho semanal e a importância do grupo. Começou a ter golos, participação em golos, com as oportunidades que foi começando a ter nos últimos tempos. Espero que seja uma realidade”.

O treinador fez questão de sublinhar a importância do trabalho de equipa e a valorização global de todos os envolvidos. Questionado sobre a sua própria valorização, João Henriques mostrou-se confiante: “Com certeza, por tudo o que foi feito há uma valorização global. As pessoas da estrutura ajudaram e eu faço parte desta estrutura toda que fez este trabalho. Não tenho dúvidas de que também saio valorizado. Quero terminar o último jogo, conversar com a estrutura e ver o que é melhor para o futuro. Não tenho problemas com isso”.

Apesar da despromoção, o técnico lamentou a reação tardia do AVS, destacando a boa fase da equipa. “Estamos há 12 jogos a fazer bons jogos. Perdemos 2 em 12, não me parece assim tão mau. Gostava de deixar as primeiras palavras para estes jogadores, que sofreram muito. Hoje acreditam no que podem fazer. Nesta altura mostram o seu real valor. A equipa também ajuda as individualidades. Temos o Roni hoje em destaque, mas temos outros. Estamos no quinto jogo seguido a pontuar. Fizemos quatro pontos contra dois candidatos ao título. Conseguimos mudar uma equipa que fez uma primeira volta impensável. Com estes 3 pontos, fizemos a melhor volta de sempre do Aves na Primeira Liga. Hoje estaríamos satisfeitos com a permanência, porque a média de pontos desde que chegámos dava para isso. Várias contrariedades que não são normais, mas aconteceram. Depois foi lutar pela dignidade. Sentimos em janeiro que podíamos fazer coisas boas. Hoje atingimos as duas dezenas de pontos. Queremos também bater o recorde de sexto jogo seguido a pontuar. Disse-lhes para não deixarem que ninguém de fora diga que eles não são bons jogadores”, afirmou João Henriques. Ele adicionou: “Em condições normais estaríamos a lutar pela manutenção. Toda a estrutura... encontrei uma família. Foi especial perceber que as pessoas acreditavam e conseguimos construir algo muito interessante que fica aos olhos de todos. Mostram ao mundo do futebol que não são os patinhos feios deste campeonato. Não foi desportivamente aquilo que queríamos, que era manter o AVS SAD na Primeira Liga”.

O treinador concluiu com uma reflexão sobre a reta final da sua equipa: “O segredo é este grupo de trabalho, o que fez nos últimos três meses. É um tremendo orgulho partilhar o balneário, precisavam de ganhar confiança, não acreditavam neles mesmos, e muito menos na equipa. Têm mostrado o que podem fazer, anormal foi a primeira volta, o que está a acontecer agora é normal para este grupo de trabalho. Queria que estivesse a começar agora o campeonato, nos últimos 15 jogos tivemos apenas 3 derrotas. Assumimos este peso da descida, mas sempre quisemos dignificar o que fazem, sentir orgulho a olhar para o espelho. Estão a colher o que semearam nestes três meses. Queremos terminar numa série de seis jogos a pontuar, com Sporting e Porto neste percurso”. João Henriques também referiu: “O FC Porto conquista o título, o mais falado, mas existem outros títulos menos visíveis. Este é um caso. Senti uma enorme satisfação neste trabalho, senti orgulho e prazer, nunca tive vergonha. Sabíamos que era difícil, tinha consciência disso, mas ao mesmo tempo sabia que não ia denegrir a minha carreira, porque tinha consciência que podíamos fazer um bom trabalho. Potenciamos vários atletas, que é outra tarefa. Tenho a certeza que vão acontecer várias coisas boas para o clube, a nível de encaixe financeiro, alguns já são falados. Ainda antes do jogo falei com o Zaidu, um jogador que ajudei. É a minha maneira de estar. Deixa-me orgulhoso e feliz ajudar. Não conseguimos o objetivo principal, mas estou orgulhoso do que fiz”. João Henriques fez questão de mostrar o seu saber estar perante os vencedores: “É inteiramente merecido a quem foi a melhor equipa, não por protocolo, mas por ser merecido. Foram justos vencedores. É reconhecer a competência de quem vence e saber estar no futebol”. Sobre a estratégia frente ao FC Porto, João Henriques disse: “Não nos podíamos só concentrar em solidificar a equipa. Sabíamos que seria difícil e ser 100 por cento eficazes ia ser impossível. Conseguimos controlar esses momentos. Fomos a única equipa no campeonato que fez três golos ao FC Porto”.

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