Alverca e AVS empatam a zero em jogo com oportunidades perdidas

  1. Alverca e AVS empataram 0-0.
  2. João Henriques lamenta oportunidades perdidas.
  3. Custódio Castro insatisfeito com falta de ritmo.
  4. Ambos os técnicos refletem sobre o desempenho.

O Alverca e o AVS empataram a zero na 25.ª jornada da Liga Portugal Betclic, num jogo que deixou os dois treinadores, Custódio Castro e João Henriques, com sentimentos mistos. Ambos reconheceram falhas e oportunidades perdidas, refletindo sobre o desempenho das suas equipas após a partida.

João Henriques, técnico do AVS, apesar de considerar o resultado justo, lamentou as oportunidades que a sua equipa não conseguiu concretizar. “Foi um jogo equilibrado e o resultado acaba por ser justo, pese embora as melhores oportunidades terem sido do AVS”, afirmou, apontando para situações cruciais: “Na primeira parte duas situações, com o Diego isolado e depois o Neiva ao segundo poste com uma situação para fazer golo, e depois o remate ao poste do Roni na segunda parte, foram provavelmente as melhores oportunidades do jogo.” Henriques admitiu as limitações ofensivas, mas destacou a melhoria defensiva: “Fomos um pouco curtos em termos ofensivos, mas o principal sentimento é que vamos para o terceiro jogo (em quatro) com a baliza a zeros, com a equipa organizada e os jogadores mais confiantes naquilo que estão a fazer.” No entanto, a insatisfação com o empate era evidente: “[Satisfeito com o empate?] Não, de todo.” O treinador do AVS revelou que as lesões afetaram o plano de jogo, impedindo a concretização do objetivo de vencer fora de casa: “Estivemos condicionados com algumas lesões e tivemos de alterar. Já vínhamos condicionados e até reforços que chegaram, jogaram trinta minutos e lesionaram-se.” Concluiu com um misto de satisfação e desilusão: “Saio satisfeito com o crescimento da equipa, não com o resultado."

Do lado do Alverca, Custódio Castro expressou a sua insatisfação com a falta de ritmo e a intensidade da equipa. “À imagem do que foi o jogo com o Guimarães, podíamos ter sofrido golo no início da segunda parte, devido a uma perda de bola, ou seja, um erro não forçado”, analisou, sublinhando: “Faltou-nos sermos mais pressionantes e físicos durante o jogo como fomos nos últimos quinze minutos.” O técnico criticou a primeira parte, alertando para a falta de urgência: “Na primeira parte é verdade que estávamos a jogar contra o vento, mas faltou-nos ritmo na circulação, vantagem do três contra dois na construção, e sentirmos um pouco mais os espaços com o Chiquinho e o Figueiredo para empurrarmos o Aves SAD mais para trás. Disse aos jogadores que era muito importante sermos fortes na primeira parte, mas jogámos num ritmo demasiado baixo para aquilo que queríamos ter jogado.” Custódio Castro reconheceu que a pressão da classificação pode influenciar o desempenho: “Muita gente olha para as classificações e isto acaba por afetar a performance. Não foi por falta de aviso.” Apesar das oportunidades criadas, faltou precisão: “Se olharmos para o jogo podíamos ter ganho, mas o Aves SAD também teve duas boas oportunidades. Faltou-nos alguma precisão no último passe e faltou finalizar.” Em relação à classificação, o técnico reiterou a importância dos pontos: “Os pontos nesta fase da época são caros. Sabemos que todas as equipas estão à procura deles, e se olharmos para o Aves SAD, está na última posição, mas nos últimos quatro jogos ganhou ao Estoril (3-0), empatou com o Estrela e com o Alverca e perdeu com o Benfica na Luz. Todas as equipas têm qualidade e são difíceis, e nessa falta de humildade não caímos. Agora é preciso ter a mentalidade certa, a consistência certa. Queríamos muito alcançar os 30 pontos, foi essa a mensagem passada aos jogadores, mas a verdade é que temos mais um ponto em relação à jornada anterior.”

Qual é o teu clube?
check_circle
Notícias do ativadas