A seleção nacional de sub-21 de Portugal está a passar por um período de renovação, e Luís Freire, o selecionador, tem vindo a integrar novos talentos de forma estratégica. O objetivo não é apenas a qualificação para o Europeu de 2027, mas também a preparação do futuro da equipa. A entrada de sete possíveis estreias no escalão demonstra claramente esta intenção de fortalecer o naipe de jogadores e criar uma base sólida para os próximos anos.
Freire salienta a importância de observar estes jogadores para o futuro, afirmando: “Podemos falar destes bons exemplos que trouxemos agora [sete possíveis estreias no escalão] para fortalecer o naipe de jogadores que este ano queremos ao máximo observar para que, no próximo ano, conheçamos um grande número de jogadores para afunilar o grupo e tentar que fique mais fechado, mas neste momento estes jogadores são os que têm melhores condições para render”
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Entre as novidades, a integração do médio ofensivo Mateus Mané, dos ingleses do Wolverhampton, é um dos destaques. O selecionador mostrou-se satisfeito com a grande vontade do jogador em representar Portugal, superando até algumas questões burocráticas. Freire destacou a dedicação do jovem, revelando: “Há que perceber, a um nível às vezes burocrático, se é possível essa representação do nosso país ou não, e houve esses fatores todos alinhados - há uma grande vontade do Mateus Mané em representar a nossa seleção portuguesa”
. Esta abertura a jogadores com raízes lusófonas, mas que militam noutras ligas, é um sinal claro da abrangência da prospeção da Federação Portuguesa de Futebol.
A flexibilidade e a capacidade de adaptação dos novos elementos são essenciais para manter a competitividade, especialmente com a ascensão de alguns jogadores à seleção principal. “Nem sempre vai conseguir ganhar, como é lógico no futebol, mas vai querer sempre representar essa atitude e mentalidade, e estes jogadores vêm dar essa energia à equipa e aumentar o leque de soluções. Ainda agora vimos a subida do Rodrigo e do Mateus para a equipa A e temos de ter outros jogadores prontos para entrar no nosso grupo e poderem render porque estamos numa fase de qualificação e é importante”
, reforçou o selecionador, referindo-se à subida de Rodrigo Mora e Mateus Fernandes à seleção A.
A equipa das Quinas lidera o Grupo B de apuramento para o Europeu de 2027, e os próximos jogos contra Azerbaijão e Escócia são cruciais para cimentar essa posição. A estratégia de Freire passa por somar seis pontos nestes dois encontros, independentemente dos adversários diretos. O foco na vitória é inegociável, e o técnico confia na capacidade do grupo para alcançar esse objetivo. “Cimentar a liderança] Só conseguindo vencer os nossos jogos e jogar para vencer, que é o primeiro passo para vencer. Portanto, vamos estar focados no que temos para fazer em campo, é o mais importante e o objetivo, e conseguindo os nossos objetivos de vitória em cada jogo sabemos que podemos afastar-nos, ou não, do segundo lugar”
, concluiu o treinador, demonstrando uma confiança sólida na sua equipa e na abordagem que está a ser implementada.