O Tondela garantiu uma vitória por 2-0 frente ao Estrela da Amadora, num jogo que foi marcado por diferentes perspetivas dos treinadores. Cristiano Bacci, técnico do Tondela, e João Nuno, do Estrela, partilharam as suas análises sobre a partida, com realce para a eficácia e a estratégia de cada equipa. O Tondela, com esta vitória, subiu provisoriamente ao 16.º lugar da tabela.
Cristiano Bacci começou por expressar a sua satisfação com o resultado. “Sim, eu acho que foi uma vitória justa. Tivemos de lidar com problemas, como já falámos durante a semana. O espírito do grupo é muito forte aqui na equipa, como já disse mais do que uma vez. Juntámos forças e resultou. Na primeira parte, apesar de a pressão deles ser muito forte, poderíamos ter aproveitado melhor duas ou três situações, porque conseguimos superar a pressão inicial deles e tivemos muito espaço para aproveitar. Na segunda parte, eu acho que controlámos bem o jogo. Foi uma vitória merecida.”
O técnico do Tondela também salientou a importância de cada jogador na equipa, referindo: “É um jogador importante, como são todos os outros. Treina como os outros. Acho que foi uma opção para este jogo. Acredito que ele vai ajudar-nos daqui para a frente.”
Bacci concluiu, reforçando a continuidade do trabalho: “Ganhar e pontuar é sempre importante, mas também já tivemos jogos em que não ganhámos e a equipa mostrou muita qualidade de organização e alma. Agora está a resultar, temos de continuar.”
Em contraste, João Nuno, treinador do Estrela da Amadora, lamentou a falta de eficácia da sua equipa. “O Tondela, ao ver-se a ganhar logo no início, ficou muito mais confortável na estratégia que tinha preparado, com bloco baixo”
, observou, apontando: “Criámos várias oportunidades, faltou eficácia e capacidade para criar mais, não concretizámos, falhámos uma saída fácil, eles marcaram e, a partir daí, foi mais com o coração, complicou-se.”
O técnico do Estrela também abordou a questão do tempo de compensação, afirmando: “Não percebo como este jogo termina com sete minutos de compensação, mas isso é problema do nosso futebol. Os jogadores do Tondela caíram, pelo menos, sete vezes ou mais. Há quem venha dizer que isto é bonito. Se é este o produto, não gosto disto. É o jogo inteiro nisto. É a estratégia do Tondela, temos de respeitar, é o futebol. Faltou criação e eficácia em algumas oportunidades. Quando o Tondela faz o 2-0 no jogo, já tínhamos várias oportunidades de golo, algumas delas bem claras. Faltou, no bloco baixo deles, criar muito mais ruturas e desequilíbrios nos corredores. A partir do segundo golo, deixámos de ser organizados. Começámos a correr em todo o lado e não estávamos em lado nenhum.”
João Nuno também defendeu a sua equipa, dizendo: “No futebol não há muito merecido ou imerecido. O Tondela fez golos, nós não fizemos. Primeiro, numa análise ao jogo, o Tondela entra logo, se é já uma equipa que gosta de estar organizada e num bloco baixo, e, praticamente, ao primeiro minuto tem o lance do penálti, apanhando-se em vantagem. O resto da primeira parte, tirando uma bola parada que é falta clara, acho que o Tondela não chegou mais à baliza. Nós, na primeira parte, tínhamos de encontrar melhor os caminhos. Em alguns momentos, tivemos dificuldades em entrar no bloco baixo do Tondela. Ainda assim, tivemos duas ou três oportunidades claras de golo. Tivemos uma bola parada e uma excelente defesa a um remate do Paulo [Moreira]. Mas faltou-nos criar mais dinâmica, principalmente pelo lado esquerdo. Foi isso que tentámos corrigir ao intervalo, com a entrada do Max [Sholze] e do Bilal [Brahimi]. Mudámos um pouco a dinâmica do lado esquerdo, que era onde estávamos com mais dificuldades em entrar. O Jovane passou para dentro. Começámos muito bem a segunda parte. Tivemos novamente uma ou duas boas oportunidades para fazer o golo. E depois, num momento em que não podemos cometer aquele erro numa saída fácil, o Tondela faz o segundo golo. A partir desse momento, entrou mais o coração do que a cabeça, menos organização, e tivemos o nosso pior período do jogo. O Tondela aí conseguiu jogar. Foi este o resumo do jogo, claramente, na minha opinião.”