Um ano após a morte de Pinto da Costa: homenagens de Sérgio Conceição e Villas-Boas refletem legado

  1. Sérgio Conceição: "Devo-lhe tanto"
  2. Sérgio Conceição: "27 de maio de 2017 foi a melhor decisão"
  3. Villas-Boas: "O maior legado é ter transformado a cidade"
  4. Villas-Boas: "A vitória no FC Porto nasce da superação"

Assinala-se hoje um ano desde o falecimento de Jorge Nuno Pinto da Costa, uma figura incontornável na história do futebol português, e as homenagens multiplicam-se. Sérgio Conceição, antigo treinador do FC Porto e atual técnico do Al Ittihad, fez questão de recordar o homem que, para ele, foi um mentor e amigo.

Conceição, que passou sete épocas ao serviço do FC Porto, considerou que a sua chegada ao clube, em 2017, foi um ponto de viragem na sua carreira. “Devo-lhe tanto. Devo-lhe oportunidades. Devo-lhe palavras ditas no instante certo, olhares que davam força, silêncios que ensinavam. Há decisões que mudam uma carreira. A minha teve data: 27 de maio de 2017. Hoje, mais do que nunca, sei que foi a melhor decisão da minha vida profissional”, afirmou o treinador Sérgio Conceição, reiterando a profunda gratidão que sente pelo antigo presidente. Mesmo após a sua partida, Pinto da Costa continua a influenciar Conceição. “Ainda hoje procuro os seus conselhos. Ainda hoje imagino o que me diria. E, de alguma forma, continuo a ouvi-lo. Recordo-o com gratidão infinita e uma saudade que não passa. Para sempre, presidente Jorge Nuno Pinto da Costa”, concluiu a sua sentida mensagem.

André Villas-Boas, atual presidente do FC Porto, também recordou Pinto da Costa, sublinhando a sua importância não só para o clube, mas para toda a região. “O maior legado deixado por Pinto da Costa é esse mesmo: ter transformado o FC Porto e, com o FC Porto, ter transformado a cidade e o Norte numa afirmação que deixou de pedir licença”, destacou Villas-Boas sobre o impacto duradouro do ex-presidente. Em relação à cultura de vitória incutida por Pinto da Costa, o atual presidente afirmou: “Graças a Pinto da Costa, hoje sabemos que a vitória no FC Porto não nasce do conforto: nasce da superação, da exigência e da firmeza na proteção dos nossos princípios.” Villas-Boas fez ainda questão de realçar o espírito de luta e a identidade que Pinto da Costa ajudou a consolidar no clube. “Sabemos bem o que somos. Sabemos o que representamos. Sabemos o caminho a seguir, porque ele foi marcado a fogo no nosso destino. Sabemos tudo isso porque nos foi deixado um Clube forte e poderoso, vencedor por mérito, duro por necessidade e infinitamente mais nobre do que o discurso hipócrita e de falso moralismo com que, tantas vezes, nos tentam diminuir. Hoje, o FC Porto é maior do que qualquer ataque, maior do que qualquer caricatura, maior do que qualquer campanha”, acrescentou, evidenciando o legado de resiliência. A mensagem de Villas-Boas terminou com um reconhecimento do seu papel ímpar na história do clube: “Um ano depois, o nome permanece. A obra permanecerá para sempre, bem como a nossa gratidão. Obrigado Presidente dos Presidentes.” As homenagens refletem a dimensão do legado de Jorge Nuno Pinto da Costa, um líder que marcou profundamente o FC Porto e o futebol português.

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