Nélson Semedo: "Sonho tornado realidade" no Mundial e orgulho por Cabo Verde

  1. Nélson Semedo, 32 anos
  2. 50 internacionalizações
  3. Cabo Verde participa pela primeira vez
  4. Físico bem, apesar de lesões

Nélson Semedo, aos 32 anos, prepara-se para a sua primeira fase final de um Campeonato do Mundo, descrevendo-o como um “sonho tornado realidade”. O lateral, que começou na III Divisão com o Sintrense aos 18 anos, acumulou desde então 50 internacionalizações e passagens por clubes como Benfica, Barcelona, Wolverhampton e Fenerbahçe. Ele enaltece a presença da Seleção Nacional no torneio e, de forma especial, a inédita participação de Cabo Verde, país de origem da sua família. Nélson Semedo afirmou: “Com 18 anos o meu maior sonho era ser profissional de futebol e isso aconteceu, depois tive a sorte de representar o clube que eu apoio. Tive a oportunidade de jogar por grandes clubes e representar a seleção é, para todos os jogadores, a cereja no topo do bolo. Representar Portugal numa fase final de um Mundial é um sonho tornado realidade. Lembro-me do último Mundial que foi no Qatar, o único Mundial em dezembro, e perdi a carruagem, por isso estou muito feliz por cá estar.” A sua experiência nas diversas ligas europeias, como a portuguesa, espanhola, inglesa e agora a turca, confere-lhe uma perspetiva abrangente sobre o futebol internacional e as suas exigências. O lateral destaca o constante aprendizado e a adaptação a diferentes estilos de jogo, fundamentais para a sua evolução como jogador.

Sobre a tão aguardada competição, Nélson Semedo encara-a com grande entusiasmo e uma dose de orgulho familiar. Nélson Semedo disse: “Sim acho que vai ser um Mundial perfeito porque obviamente está Portugal, eu também fui convocado e está Cabo Verde que é a primeira vez vai ao Mundial. Obviamente, toda a família está contente, tive a oportunidade de vê-los agora contra a Sérvia no estádio do Belém. Estou muito contente. Um bocado à semelhança de Portugal, Cabo Verde é um país pequeno, mas com muita qualidade e acho que tiveram todo o mérito de se qualificar e espero que desfrutem. Estarei cá deste lado a torcer por eles e, se nos tivermos que encontrar, sonharia que fosse só na final.” Este sentir demonstra não só o seu profissionalismo, mas também o seu lado mais emotivo e a ligação às suas raízes. Semedo também fez questão de abordar a questão da concorrência interna na equipa, considerando-a um fator positivo. Nélson Semedo afirmou: “Acho que sim, só traz coisas boas para a seleção. Nós termos essa qualidade e competitividade dentro do grupo vai fazer-nos sermos melhores e depois transportaremos isso para o campo e isso fará com que todos, tanto na minha posição como noutras posições, demos o máximo de nós para estarmos ao nível para representar a seleção.”

Relativamente à condição física e à preparação para o torneio, Nélson Semedo revela confiança, apesar de algumas lesões ao longo da época. Nélson Semedo disse: “Fisicamente sinto-me bem, bastante bem. Tive algumas lesões durante o ano, mas preparei-me bem, especialmente nesta fase em que terminei um bocado mais cedo e tive tempo para me preparar fisicamente e mentalmente para estar aqui de corpo e alma para representar a seleção.” O jogador também comentou sobre a adaptação de Matheus Nunes à posição de lateral no Manchester City, enaltecendo a mudança. Nélson Semedo explicou: “Já disse ao Matheus que acho que foi das melhores coisas que lhe aconteceu, especialmente numa equipa como o City. É engraçado porque eu também quando cheguei ao Benfica, cheguei como médio, jogava a número 8, mas encontrei craques como Bernardo Silva, Rúben Pinto, malta com muita qualidade. Tive a sorte de ter um treinador que me aconselhou a ficar no plantel, o míster Hélder Cristóvão, que foi o pioneiro de eu ser lateral. Graças a Deus, foi a melhor coisa que me aconteceu porque, a partir daí, comecei a construir a minha carreira de forma regular. É o que digo ao Matheus, há males que vêm por bem e ele estar no Manchester City, a jogar e a ser um jogador importante numa época do City é muito bom. Acho que foi muito bom para ele.” A mentalidade de “jogo a jogo” é a chave para a Seleção Nacional no Mundial. Nélson Semedo concluiu: “Essa pergunta é um bocado relativa, acho que temos de encarar o Mundial jogo a jogo, fazer o nosso caminho jogo a jogo, sabendo que há uma luz ao fundo do túnel que é onde queremos chegar. Temos de traçar o nosso caminho devagar, ao tempo que tiver de ser. Para já temos de pensar só no primeiro jogo e, a partir daí, ir vendo o que se pode fazer. Temos uma grande equipa, somos Portugal, mas sabemos que isso só não chega, temos de dar o máximo dentro de campo. Só assim poderemos chegar onde nós queremos.”

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