Tomaz Morais, diretor de formação do Sporting, veio a público esta quinta-feira sublinhar a importância da mudança de procedimentos na formação dos leões. Morais salientou que, há poucos anos, a percentagem de jogadores da academia a chegar à equipa principal era insatisfatória. “A rentabilidade do clube e aquilo que é a projeção do ADN formativo necessitava desses jogadores na equipa A. Éramos compradores de jogadores e não fazíamos chegar jogadores da formação à equipa A. Montámos um projeto, tivemos coragem de aproveitar todo o legado do futebol de formação”
, afirmou Morais na conferência Bola Branca da Rádio Renascença.
O dirigente leonino fez questão de dar exemplos de sucessos recentes, de jogadores que são fruto deste processo de aceleração
. Nomes como Quenda, João Simões ou Blopa foram mencionados, reforçando que “Todos os jogadores contam”
. Estas declarações demonstram uma clara aposta do clube na valorização dos talentos desenvolvidos internamente, em contraste com a política de aquisição de jogadores de anos anteriores.
Tomaz Morais também abordou a questão da relação com os outros grandes clubes no que toca à formação. O diretor leonino revelou que tem havido conversações entre os clubes e que a sua postura não é a de roubar
jogadores. Pelo contrário, existe abertura para trocas, mas sempre de forma dialogada. Uma prioridade clara foi definida por Morais: “Primeiro a formação da pessoa, logo vemos se dá jogador”
. Esta frase realça a filosofia que o Sporting pretende implementar, onde o desenvolvimento humano e pessoal dos jovens atletas é tão ou mais importante que a sua evolução futebolística.