Varandas critica performance do Sporting na final da Taça de Portugal

  1. Frederico Varandas criticou a atitude da equipa
  2. Sporting perdeu a final da Taça para o Torreense
  3. Varandas destacou dois momentos da temporada
  4. Qualificação para a Champions é objetivo mínimo cumprido

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, expressou o seu desagrado com a performance da equipa na final da Taça de Portugal, perdida para o Torreense. As declarações surgem três dias após o jogo, com o presidente a apontar a falta de atitude como principal causa da derrota, e não questões técnicas, táticas ou de cansaço. Varandas não escondeu a sua insatisfação e fez questão de deixar um aviso claro aos jogadores.

“O Sporting perde aquela final por cansaço? Por ausência de jogadores, ou por questões técnicas ou táticas? Não. O Sporting perde porque não competiu e não teve a atitude de quem quer ganhar um troféu”, começou por dizer Frederico Varandas, numa clara repreensão aos atletas. O dirigente leonino fez questão de frisar que, apesar de reconhecer objetivos pessoais, todos os jogadores têm a obrigação de priorizar os títulos do clube que representam.

Varandas levantou a questão sobre o foco de alguns jogadores, sugerindo que as suas mentes poderiam estar no Campeonato do Mundo. “O Sporting quer ter um grupo que queira continuar a ganhar muito. Queremos jogadores que queiram jogar a Champions e o Mundial, mas que tenham a mesma ambição e empenho a jogar competições internas, nomeadamente contra equipas de escalões inferiores”, afirmou, reforçando a exigência de um compromisso total com o Sporting. O presidente enfatizou que o principal objetivo de um jogador do Sporting deve ser sempre ganhar títulos pelo clube que lhe paga. “Eu aceito e gosto que um jogador tenha os seus objetivos pessoais. Mas um jogador do Sporting tem como obrigação ter como objetivo principal ganhar títulos no Sporting. Além dos objetivos pessoais que possam ter, de representar as seleções, neste caso num Mundial, o principal foco tem de ser ganhar pela entidade que lhe paga o ordenado”, concluiu o presidente.

No que diz respeito ao balanço da temporada, Frederico Varandas dividiu a análise em duas fases. Destacou a performance da equipa até à final da Taça como positiva, apesar de não ter alcançado o objetivo de ser campeão. No entanto, o presidente realçou a importância da qualificação para a Liga dos Campeões. “Penso que o balanço tem de ser feito em duas fases: aquela que vai do início do campeonato até à final de domingo. E a outra, a final de domingo. Nessa primeira fase, o que o Sporting fez foi uma época positiva, chegou a todas as decisões. Não conseguiu o objetivo principal, que era ser campeão, mas alcançou os mesmos 82 pontos da época passada e assinou a sua melhor campanha europeia da história, com três grandes jogos contra os finalistas, qualificando-se com mérito para a final da Taça”, sublinhou. Varandas enfatizou que o segundo lugar, embora possa não ser o ideal para os adeptos, foi fundamental para garantir a presença na Champions, essencial para a sustentabilidade financeira do clube. “O Sporting acabou por atingir o que, para mim, foi o objetivo mínimo, o segundo lugar, que é diferente na visão do adepto porque não se conquistaram títulos. Mas, para o Conselho Diretivo, um dos objetivos de grande importância passa por continuar na Champions, pois é uma prova onde o Sporting esteve nas últimas 5 épocas, permitindo a capacidade financeira para continuar a ter armas e estar nas decisões. Até 2018, o Sporting era um clube de Liga Europa e agora é de Champions. Os objetivos mínimos foram cumpridos”, finalizou Varandas, salientando a evolução do clube para uma presença constante na principal competição europeia.

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