Roberto Martínez detalha escolhas para o Mundial 2026 e justifica ausências notáveis

  1. Martínez manteve núcleo duro e média de idades.
  2. Apenas cinco jogadores da Liga portuguesa convocados.
  3. Eli Kroupi Júnior optou por representar a França.
  4. Martinez contactou sete jogadores sobre ausência.

O selecionador nacional Roberto Martínez abordou as recentes chamadas à seleção e as ausências notáveis, revelando detalhes sobre os contactos com jogadores e a sua visão para o Mundial 2026. A sua estratégia passa por um perfil consolidado da Seleção, que manteve o núcleo duro e a média de idades, apesar das quatro alterações diretas em relação à Liga das Nações. A representação da Liga portuguesa sofreu um novo mínimo, com apenas cinco jogadores convocados, enquanto a maioria (22) provém de ligas estrangeiras. Uma das novidades é a inclusão de jogadores do campeonato saudita, como Cristiano Ronaldo, João Félix e Rúben Neves. Em termos técnicos, a convocatória de quatro guarda-redes, cinco laterais, a aposta em Samu Costa em detrimento de João Palhinha e a inclusão de Gonçalo Guedes como terceiro avançado foram as principais surpresas.

Martínez esclareceu a situação de Eli Kroupi Junior, avançado do Bournemouth, que optou por representar a França. “Existiu contacto e fico contente porque o nosso departamento da Federação ficou à frente das notícias. Antes do estágio de março tivemos uma aproximação ao jogador. Uma coisa é poder vestir a camisola e outra é se o jogador quer. O Junior, nesse momento, queria jogar pela França e nós respeitamos”, afirmou Martínez, demonstrando respeito pela decisão do jovem jogador. O selecionador também teceu elogios a Rodrigo Mora, da equipa secundária do FC Porto, pedindo paciência pelo seu desenvolvimento. “Gostava de dizer, mais uma vez, que o importante são os jogadores que estão na lista. O Rodrigo Mora é um talento incrível, mas estamos em boas mãos para já e para o futuro. Depois do Mundial, abre-se um novo ciclo. Já utilizámos muitos jogadores novos, como o Mateus Fernandes ou o Carlos Forbs. O Mora faz parte dessa geração. Os jogadores que estão aqui estão num bom momento”, acrescentou, sublinhando a aposta no talento jovem.

Relativamente às ausências, Martinez manifestou a sua preocupação em comunicar diretamente com os jogadores. “Não é justificar, é uma questão de respeito. O jogador português, no balneário da Seleção, tem um compromisso exemplar. É melhor ligar do que ver pela televisão. Já falei com sete jogadores, mas ainda não falei com Paulinho pela diferença horária. O jogador português merece saber a nossa decisão com transparência e honestidade”, explicou o técnico, referindo-se à não convocatória de Paulinho, atualmente no México. O caso de Ricardo Horta, jogador do SC Braga, gerou descontentamento por parte do presidente do clube, António Salvador. Em resposta, Martínez defendeu a sua abordagem. “Respeito todos os presidentes dos clubes dos nossos jogadores, é normal. Tenho capacidade de ser neutro, tenho de tomar decisões difíceis, mas é um processo, não é uma decisão emotiva ou intuitiva, há um processo e parâmetros importantes onde as escolhas são profissionais e com responsabilidade”, garantiu. João Moutinho, colega de Horta no SC Braga, também reagiu à ausência do avançado com uma mensagem de apoio. Por outro lado, Gonçalo Guedes viu a sua chamada justificada pelo selecionador. “Na posição de ponta-de-lança, procuramos um jogador próximo de Diogo [Jota]. Já fizemos isso no Europeu e na Liga das Nações. Temos dois avançados posicionais, Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos, e Gonçalo Guedes é o terceiro atacante, com mais flexibilidade. O Paulinho, mais uma vez, que pode fazer o perfil do Cristiano e do Gonçalo, mas a ideia é ter um terceiro atacante mais variável. (...) Gonçalo Guedes ter marcado o seu primeiro golo na final da Liga das Nações também teve o seu peso”, concluiu Martínez, detalhando as razões para a inclusão de Guedes na equipa.

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