É um dado adquirido no mundo do futebol que ninguém, ou quase ninguém, recusa um convite para o Real Madrid. Este princípio assenta na grandeza e no historial do clube, que é amplamente reconhecido como um dos maiores a nível global. A oportunidade de integrar um plantel com forte probabilidade de conquistar títulos de campeão espanhol, europeu e mundial é um fator determinante para esta aceitação generalizada.
A história recente do futebol mundial corrobora esta tese, com vários exemplos de jogadores que, mesmo estando em clubes de topo, não hesitaram em rumar a Madrid. Luís Figo, considerado, na altura, o melhor jogador do mundo, protagonizou uma das transferências mais mediáticas ao trocar o Barcelona pelo Real Madrid há quase 26 anos. A decisão, embora controversa, sublinhou o poder de atração do clube merengue, mesmo quando este não se encontrava na linha da frente da classificação. Figo, que era ídolo no Barcelona entre 1995 e 2000, ao lado de craques como Guardiola, Luis Enrique, Xavi, Rivaldo e Kluivert, e treinado por Louis van Gaal, trocou o colosso catalão para rumar ao quinto classificado da La Liga 1999/2000, o Real Madrid.
A lista de futebolistas eleitos como Melhores do Mundo
no Século XXI que passaram pelo Real Madrid é vasta, incluindo nomes como Ronaldo Nazário, Zinedine Zidane, Luís Figo, Michael Owen, Fabio Cannavaro, Kaká, Cristiano Ronaldo, Luka Modric e Karim Benzema. Atualmente, o clube conta com talentos como Jude Bellingham, Arda Guler, Kylian Mbappé e Vinícius Júnior, jogadores que ambicionam alcançar o mesmo patamar. A perspetiva de treinar uma equipa com este calibre de jogadores, e a possibilidade de vir a ser reforçada, é um atrativo quase irresistível para qualquer técnico. O convite do Real Madrid para um treinador do Benfica, como José Mourinho, seria irrecusável, pois, tal como a troca do SC Braga para o Benfica, a passagem do Benfica para o gigante espanhol seria um passo em frente na carreira.