Sporting goleia Vitória SC por 5-1 e iguala Benfica no 2.º lugar

  1. Sporting goleia Vitória SC por 5-1
  2. Zeno Debast marca autogolo aos 85 minutos
  3. Sporting iguala Benfica com 76 pontos
  4. Reações dos treinadores Rui Borges e Gil Lameiras

O Sporting goleou o Vitória SC por 5-1 na 32.ª jornada da I Liga, um resultado que permitiu aos leões igualar o Benfica no segundo lugar com 76 pontos. A partida ficou marcada por um autogolo insólito de Zeno Debast, que, ao atrasar a bola para Rui Silva, introduziu-a na própria baliza leonina, já perto do fim do jogo, aos 85 minutos, atenuando a goleada.

As reações dos treinadores não se fizeram esperar. Rui Borges, técnico do Sporting, comentou a prestação da sua equipa: “Foi muito importante, é o nosso capitão. Não está com a equipa, sente muito essa impossibilidade de estar com o grupo e foi a forma que arranjou para ajudar. Não só para o grupo, também para os nossos adeptos. Não eram os melhores do mundo, mas os últimos 15 dias não apagam os últimos oito meses. Foi muito importante porque é o nosso capitão”, disse Rui Borges. O treinador também destacou a evolução da equipa ao longo do jogo: “Nos primeiros dez minutos notou-se que a equipa estava um pouco tensa. Não digo nervosa, mas digo tensos para perceber o que o jogo ia dar nos primeiros dez minutos. Foi importante fazer o golo na bola parada, a partir do 2-0 notou-se que a equipa estava mais confortável. Houve jogadores que foram crescendo ao longo do tempo e depois notou-se no coletivo. Criámos várias oportunidades depois do 2-0, por mérito, e é natural que isso aconteça. Vínhamos de uma série de jogos não muito bem conseguida e isso acabou por mexer com a cabeça de todos nós. Fomos melhorando e depois fizemos um bom jogo”, acrescentou o técnico sportinguista. Questionado sobre a luta pelo segundo lugar, Rui Borges expressou a sua preocupação em focar nos resultados da sua equipa: “Estou preocupado em ganhar os meus jogos, isso é que me importa. Temos de fazer a nossa parte e ganhá-los. Queremos é ficar no segundo lugar, depois temos a final da Taça e queremos muito ganhar esse troféu. Os lugares são ganhos por mérito sempre, sejam eles quais forem”, referiu. O técnico ainda realçou a importância do descanso: “É muito importante, já se notou um pouco e vem a parte da mentalidade. Ao mesmo tempo também tivemos algum descanso extra que faz toda a diferença. Entramos em semanas normais agora e espero que a equipa demonstre outra energia que nos identificou quase toda a época, mas que nos faltou neste último mês. Acredito que é importante o tempo, o respirar e estar com a família. Mentalmente também ajuda muito, mais ainda a parte física. Devem estar fartos de ouvir o treinador, é só palestras. As semanas normais ajudam muito”, concluiu Rui Borges.

Do lado do Vitória SC, a avaliação foi de desilusão. O adjunto, Gil Lameiras, lamentou o resultado expressivo: “Resultado efetivamente pesado. No nosso ADN está a jogar em qualquer campo para ganhar. Entrámos bem, conseguimos ter bola. O Sporting nas primeiras duas bolas consegue fazer dois golos. Depois desses golos deixamos de existir, assumir o jogo, é importante perceber isso. Somos feridos com o terceiro golo em cima do intervalo que condiciona a segunda parte. O 2-0 é o resultado mais enganador no futebol. Na segunda parte o objetivo era deixar outra imagem. Não tivemos a felicidade do Sporting. Na segunda parte tivemos a primeira grande oportunidade e infelizmente não conseguimos marcar nos últimos quatro jogos só tínhamos sofrido um. E hoje voltámos a não ter consistência”, afirmou Gil Lameiras. Sobre a mudança de abordagem, Lameiras explicou: “Não passou por aí, foi como eu disse. Num clube grande como o Vitória é jogar para ganhar. Querer assumir o jogo com bola. Quando a nossa pressão à frente foi batida, tivemos dificuldade em lidar com bolas em rutura e entrelinhas. Foram aspetos que melhorámos nos outros jogos. Temos de ser exigentes em cada treino. Não estivemos tão bem nessas situações. Trabalhar com rigor e empenho durante a próxima semana”, disse. Ele foi bastante crítico com o desempenho da sua equipa: “Pensámos no jogo e não no passado do Sporting. Sabíamos que era uma grande equipa, com individualidades e viemos para disputar o jogo. Depois do golo faltou muita personalidade e executar o que treinámos. Nas duas ocasiões de golo que tiveram, fizeram-no, e depois faltou personalidade à equipa, nunca mais nos encontrámos”, salientou Gil Lameiras. Lameiras frisou que a pré-temporada será de mudança: “Pré-temporada é no sentido do que estamos a fazer na equipa A. Há muita coisa que tem de mudar para que a exigência do clube seja a mais alta possível. Hoje não fomos competentes. É um bocado relativo, não sei se vou cá estar para o ano, os jogadores também não, se cá continuarmos há coisas que têm de ser alteradas sem dúvida nenhuma”, concluiu. E apontou as falhas táticas: “Faltou pressão na linha da frente e os jogadores que estavam a dar coberturas terem mais um momento de pressão. Fomos muito atraídos ao homem, não fechámos os espaços por dentro. Tudo o que viemos a trabalhar até agora, não o tivemos e o Sporting sempre que esticou o jogo criou-nos muitas dificuldades. Faltou-nos essa dupla função da malta da frente. Hoje não estivemos nada bem”, finalizou Gil Lameiras.

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