Empate com Tondela deixa Sporting frustrado na Liga

  1. Empate 2-2 com Tondela na 26.ª jornada.
  2. Rui Borges lamenta falta de competência.
  3. Daniel Bragança considera resultado inadmissível.
  4. Treinador mantém confiança no Sporting e adeptos.

A 26.ª jornada da Liga Portuguesa ficou marcada por um resultado inesperado para o clube: um empate a dois golos frente ao Tondela. Após o jogo, tanto o treinador como o médio da equipa partilharam a sua frustração e o sentimento de que o resultado foi inaceitável, principalmente dados os últimos cinco minutos do encontro.

Rui Borges, o técnico, não escondeu a sua desilusão e apontou diretamente para a falta de competência da equipa em lances de bola parada. “A justificação é que tínhamos de ser mais competentes nas bolas paradas. Uma segunda parte onde fomos muito bem, entrámos muito bem, estivemos muito bem no jogo, com mais tranquilidade, com muita qualidade, com boas reações à perda. Foi realmente nesses últimos os últimos cinco [minutos] que acabámos por ser infelizes, mas não há justificação. É continuar a trabalhar e seguir o nosso trabalho, o nosso caminho”, afirmou o treinador. Rui Borges reforçou que o período menos positivo da equipa exige uma resposta de todos: “Não fugimos do momento que não é tão bom, isso é notório, e nós sabemos disso melhor que ninguém. O treinador percebe isso, a equipa não está tão bem como vinha a estar. Agora não são os piores jogadores do mundo, não é o pior treinador do mundo. Estamos numa fase menos positiva, é certo, mas só nós é que podemos dar a volta a isso e conseguir melhorar.”

Apesar da adversidade, Borges mantém a confiança no processo e nos seus jogadores. “Temos de acreditar, essa palavra tem de existir sempre, tem de ser possível, vamos acreditar sempre e tentar fazer o nosso melhor naquilo que é os nossos jogos. Conseguir melhorar através do trabalho este momento menos positivo que nós temos.” Além disso, o técnico abordou a relação com os adeptos, que demonstraram a sua insatisfação face ao resultado. “A exigência deste clube é grande, e nós sabemos disso melhor que ninguém. Por isso é compreensível a manifestação e a frustração dos adeptos, faz parte do futebol, faz parte do jogo. Temos de saber lidar com isso. Agora peço-lhes para apoiarem de início ao fim dos jogos, é isso que têm feito.” A sua convicção pessoal também se mantém inabalável: “A confiança existe desde o primeiro dia. Não era o melhor treinador do mundo, até há 15 dias e agora não sou o pior treinador do mundo. Estou muito focado naquilo que é o meu trabalho, naquilo que é o próximo jogo, mais do que qualquer questão do meu futuro. Eu estou feliz no Sporting, sou muito feliz no Sporting, por isso volto a dizer, a confiança tem sido mútua desde sempre e isso é demonstrativo diariamente.”

A perspetiva de Daniel Bragança, médio da equipa, espelha a mesma frustração. “Difícil explicar. Às vezes o futebol acaba por ser um pouco ingrato e caricato, acho. Estávamos a ganhar 2-0 e nos descontos acabamos por sofrer dois golos, dois lances de bola parada. Acaba por ser... Nem sei. Sei que aquilo que fizemos nestes dois jogos não chega”, desabafou o médio. Bragança foi ainda mais longe, categorizando o sucedido como inadmissível: “Não, acho que não pode ser nem cansaço mental, nem cansaço físico. A partir do momento que estamos a ganhar 2-0 e nos descontos sofres dois golos, não pode acontecer. É inadmissível, na minha opinião. Mas o que é certo é que aconteceu. Uma frustração enorme no balneário. Não há muita explicação. É assim dar a cara nos próximos jogos, ir à luta e tentar fazer o melhor possível.” O médio também se dirigiu aos adeptos, pedindo apoio: “Sim, acho que acaba por ser normal os adeptos demonstrarem um bocadinho a sua frustração. Faz parte porque nós nestes últimos dois jogos não tivemos ao nível do Sporting aquilo que é exigido. Peço que eles nos apoiem nesta fase mais complicada.” Para finalizar, Bragança salientou a necessidade de superação: “Agora não dependemos de nós, essa é a realidade, é trabalhar. Agora é largar toda esta frustração que estava no balbalneário, limpar a cabeça, que é o mais importante e seguir a trabalhar.”

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