Rui Borges defende gestão de lesões e alerta para desgaste mental do Sporting

  1. Rui Borges minimiza lesões musculares
  2. Treinador destaca desgaste mental do grupo
  3. Foco na exigência de quatro jogos
  4. Referência a ausências de Quenda e Ioannidis

Gestão de Lesões

Antes do confronto com o Tondela, relativo a um jogo em atraso da 26ª jornada, Rui Borges abordou a questão das lesões que têm afetado a equipa. O treinador do Sporting defendeu a gestão do trabalho realizado, minimizando a incidência de problemas musculares: “Normal não é. Mas há coisas que não controlamos. Se me tivessem dito que tínhamos 18 lesões musculares, aí tínhamos de repensar tudo o que estávamos a fazer. Mas não foi isso que se passou, o que aconteceu foram situações que não controlamos. Claro que em algum momento íamos ter de pagar o preço e esse momento está a ser agora. No início da época ainda consegui gerir um pouco, mas na fase mais importante da época não o pude fazer, porque não tínhamos Quenda, não tínhamos Ioannidis, não tínhamos o Pote em alguns momentos. Normal não é, mas as lesões traumáticas não conseguimos controlar. Tivemos algumas lesões musculares, mas não são mais do que acontecem nas outras equipas”.

O técnico sublinhou que a equipa não teve um desempenho diferente das restantes no que toca à prevenção, apesar do risco inerente ao momento da competição: “Claro que nesta altura os jogadores estão em maior risco, sabemos disso, porque o desgaste é notório, mas as lesões musculares são as mesmas que acontecem em todas as equipas do mundo. As lesões musculares controlámos como os outros e não fomos diferentes dos outros”.

Impacto Psicológico e Mental

Para além do aspeto físico, Rui Borges destacou a componente psicológica como um fator determinante no estado atual do grupo, referindo a carga emocional de jogos decisivos: “O desgaste é claramente físico, mas sobretudo mental. Eu sou dos que acredita que o desgaste mental influencia o físico. Quando saímos da Champions isso mexeu em termos mentais, logo a seguir tivemos o jogo com o Benfica em que num segundo estamos a ganhar e no segundo seguinte estamos a perder. São várias sensações mentais que nos atingiram e que mexem sempre connosco”.

O treinador concluiu refletindo sobre a exigência do calendário: “A exigência do jogo, em termos mentais, foi um absurdo. Não gosto de falar em sorte ou azar, mas em termos de calendários tivemos quatro jogos com uma exigência brutal, que nos levaram a um limite soberbo. Claro que em algum momento tivemos de pagar por isso, mas há que saber lidar com isso, porque foi o preço a pagar por querermos estar em todas as competições e em disputá-las até ao fim”.

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