Fragilidade física e mental condicionam o Sporting
O Sporting vive um momento de profunda fragilidade física e mental, que se refletiu no empate frustrante por 1-1 diante do já despromovido AVS. Com a vitória do Benfica, os leões deixaram de depender apenas de si para assegurar a segunda posição e a consequente vaga na Liga dos Campeões. O desgaste do plantel tem sido o tema central das últimas semanas, com sucessivas lesões a condicionar a gestão de Rui Borges, que foi obrigado a fazer uma revolução no onze inicial, lançando jogadores como Rafael Nel e Kochorashvili.
Antes do encontro, o técnico leonino tentou analisar a situação com serenidade, reconhecendo o estado de exaustão da equipa, mas apelando ao fator psicológico. Rui Borges afirmou: “A sobrecarga tem sido imensa, por todas as contrariedades que temos tido, lesões que nos tiraram momentos de gestão. Mas a parte da motivação está lá. Temos de fazer a nossa parte, estamos motivados por estarmos na final da Taça. Há cansaço, não fugimos a isso, mas acho que a motivação de querer ajudar é maior e tem sido maior. A motivação vai levar-nos a passar esta parte difícil e depois entramos em semanas normais, o que facilita. Eles correm e trabalham dentro do que fazem sempre, o sumo é que às vezes não é o mesmo. Estamos orgulhosos do que fizeram e disse logo, até depois do jogo com o Benfica em que perdemos e ficámos mais longe do objetivo, que enquanto há vida temos de lutar por ela”.
Quarto jogo consecutivo sem vencer
O jogo começou com domínio leonino, mas a lentidão característica do momento atual impediu a equipa de matar a partida cedo. Rafael Nel chegou a abrir o marcador aos 47 minutos, mas a fragilidade defensiva e a falta de lucidez culminaram num penálti concedido por Morita, convertido por Pedro Lima.
O Sporting acabou por somar o quarto jogo consecutivo sem vencer, num cenário de “semanas zombie”, onde a eficácia desapareceu e a sorte pareceu abandonar a equipa, que viu ainda duas bolas baterem nos postes.