Polémica do dérbi entre Sporting e Benfica esclarecida por ex-árbitro

  1. Pedro Henriques esclarece lei 14 de 2025/26.
  2. Invasão da área não punível sem interferência.
  3. Virgílio confiante na vitória do Sporting.
  4. FC Porto vs Sporting na quarta-feira.

O dérbi entre Sporting e Benfica continua a gerar debate, especialmente em torno de uma grande penalidade em Alvalade. Andreas Schjelderup invadiu a área quando Luis Suárez tentou converter o golo, levantando questões sobre a legalidade do lance. Pedro Henriques, ex-árbitro, esclarece a situação, mencionando uma alteração nas regras de jogo, mais especificamente na lei 14 de 2025/26, que aborda o pontapé de penálti.

“Se fosse até há um ano, era ilegal e o penálti seria repetido. Porém, há um ano, nas regras de 2025/26, lei 14, que fala sobre o pontapé de penálti, existe uma mudança que altera as regras impostas anteriormente”, afirmou o ex-árbitro. Esta nova interpretação dita que, ao contrário do que acontecia antes, a invasão da área só é punível se o jogador tiver interferência direta no marcador. Neste caso, Schjelderup chegou à bola após defesa de Trubin, mas a sua invasão não interferiu em Suárez. “Schjelderup foi o primeiro a chegar à bola, depois de o Trubin defender, e sabe-se que ele invadiu a área, mas agora vamos olhar para o momento em que ele toca na bola. A regra aponta para dois caminhos: ele tem algum impacto naquilo que é o jogador que está a bater o penálti, neste caso, o Luis Suárez? Ou seja, está a impedir que o Luis Suárez faça a recarga? Antes de o Luis Suárez chegar à bola, ele invadiu e perturbou de alguma maneira o jogador? Nós percebemos que não. O Luis Suárez correu para a bola sem perceber que o Schjelderup estava lá e quando o Schjelderup chega à bola, Suárez está longe, pelo que não o está a impedir de fazer a recarga”, explica Pedro Henriques. O mesmo raciocínio aplica-se a possíveis recargas de outros jogadores do Sporting: “Isto é, algum jogador do Sporting, que estava a correr para a bola, não conseguiu fazer, porque o Schjelderup impediu que esse jogador fizesse a recarga ou um passe para outro colega?”, e a resposta é clara: “Analisando o vídeo, percebemos que os três jogadores do Sporting [Morita, Hjulmand e Catamo], que poderiam eventualmente chegar à bola, não estão sequer próximos do Schjelderup”. Pedro Henriques conclui que a decisão da arbitragem no dérbi foi correta, baseada na nova alteração da lei, e acrescenta: “A lei alterou e é este o novo entendimento, mas podemos não concordar ou achar que isso pode levar à invasão dos jogadores na área, etc. No entanto, não se trata de uma questão de interpretação, mas sim da aplicação direta da lei”. O ex-árbitro lamenta ainda a desinformação veiculada por alguns ex-colegas: “Quem dá uma opinião com base na lei antiga está a desinformar e vão suscitar ruído entre os adeptos”. Por fim, reitera a falta de margem para interpretação: “Este não é um caso em que estamos a analisar se o pisão de Aursnes a Trincão foi suficiente ou não para ser assinalada uma grande penalidade. Aqui, estamos a olhar para algo que está expresso na lei, sem margem para interpretação. Por isso, contrariar essa informação é o que me choca”.

Em simultâneo, o Sporting prepara-se para um embate decisivo contra o FC Porto, nas meias-finais da Taça de Portugal. Virgílio, antigo defesa dos ‘leões’, demonstra confiança na equipa. “Está na altura de [voltar a] ganhar e o Sporting tem todas as condições para ganhar. O facto de ter perdido domingo é uma coisa que acontece”, afirmou. Ele recorda a vitória leonina em Alvalade: “O Sporting foi melhor, mais organizado e mais ambicioso do que o Benfica”, apesar do resultado desfavorável. Apesar das recentes perdas na I Liga e na Liga dos Campeões, Virgílio acredita que o foco estará agora na Taça de Portugal. “Hoje eu acho que o raciocínio vai ser diferente. Vai ser, basicamente: é este [título] que resta, é este que vamos ganhar. E ponto final”, vaticinou. A vantagem de 1-0 da primeira mão é crucial: “É uma vantagem, para o Sporting, o FC Porto ter de jogar mais ao ataque porque pode, tranquilamente, aproveitar o contra-ataque e ataques rápidos. E o Sporting tem bons jogadores para isso”, analisou o antigo internacional português, mas ressalva que “estes jogos são sempre muito fechados”. O ex-diretor-geral de formação do Sporting espera um jogo sem incidentes, pois o futebol “é suposto ser um espetáculo onde as pessoas vão para se divertir”, e apela à boa conduta da arbitragem: “Mas espero que não seja nada de grave, que corra tudo bem, que a arbitragem corra bem, que não haja nenhum problema e, no fim disso tudo, que o Sporting seja melhor e ganhe”. Para Virgílio, uma final Sporting-Torreense seria “a cereja no topo do bolo”, já que o Torreense ainda joga com o Fafe. “Gosto muito das pessoas, da história, fiquei a gostar do Torreense. Ainda falta ganhar ao Fafe, convém ter isso bem presente. Mas fico muito feliz se o Torreense for à final da Taça, também, e ficaria duplamente feliz, ou muito mais feliz, se fosse Sporting-Torreense”.

A segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal entre FC Porto e Sporting terá lugar na quarta-feira, no Estádio do Dragão, com início marcado para as 20h45.

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