Panteras Negras impugnam venda de património do Boavista

  1. Panteras Negras impugnam venda de património
  2. Nuno Fonseca lidera Panteras Negras
  3. Leilões de bens até 20 de maio

A Associação Panteras Negras, claque oficial do Boavista, anunciou a intenção de impugnar judicialmente a venda do património do clube, criticando veementemente a gestão da direção atual face ao processo de insolvência. Em comunicado, os Panteras Negras, sob a liderança do presidente Nuno Fonseca, manifestam que lutarão contra o que consideram ser um “desfecho catastrófico” para a instituição.

A claque irá “requerer a nulidade total do processo de insolvência” e “suspender a alienação de ativos”, afirmando existirem “fundamentos legais para travar este desfecho catastrófico que coloca em risco a identidade do nosso clube” e garantindo que “não permitiremos que o património, erguido com o suor de gerações, seja entregue sem que todas as instâncias de defesa sejam esgotadas”. A Associação dos Panteras Negras destaca a “passividade” e “incompetência” da atual direção, que, segundo eles, lançou o clube num “abismo jurídico sem rede de segurança”. O comunicado expressa uma “profunda indignação que constatamos a passividade da atual direção. Durante meses, fomos alimentados com uma retórica de esperança que se revelou vazia”. É ainda adicionado que “a gestão deste processo tem sido um atestado de incompetência absoluta”, e a “decisão de avançar para a insolvência sem garantir previamente a aprovação de um plano de recuperação é a demonstração cabal da completa impreparação desta direção. Lançaram assim o Boavista Futebol Clube num abismo jurídico sem rede de segurança, expondo os nossos ativos mais valiosos ao desbarato”.

A crítica estende-se à “inação total” da direção, que “limitou-se até agora a assistir ao desenrolar do processo de insolvência, nada fazendo de concreto para salvaguardar os bens do Boavista Futebol Clube”. Também é abordada a questão dos “investidores fantasma”, com a afirmação de que foram “prometidas soluções milagrosas e a entrada de investidores que iriam injetar capital. No entanto, nunca foram revelados nomes, prazos ou planos concretos”, e a “falta de transparência”, já que “o associado boavisteiro exige saber a verdade, e não apenas promessas vagas enquanto os prazos judiciais expiram”. Os Panteras Negras também apontam para uma “responsabilidade partilhada” com o Conselho Geral, afirmando que, “se o Conselho Geral continua a caucionar este caminho de destruição, os seus membros serão tão culpados por esta catástrofe como aqueles que assinam as decisões. A omissão e o apoio cego perante o óbvio são formas de cumplicidade que a história não perdoará”. A associação conclui com uma declaração enfática: “O Boavista é dos boavisteiros, e o seu património é sagrado. Se a direção não tem a força ou a vontade para lutar por ele, os Panteras Negras terão”. Reforçam ainda que “os Panteras Negras nunca baixarão os braços. Esta não é apenas uma batalha jurídica; é uma luta pela sobrevivência do Boavista Futebol Clube. Quando e onde houver um símbolo axadrezado em risco, estaremos lá para o defender. A Associação Panteras Negras não aceita assistir passivamente ao fim do nosso clube. Se aqueles que têm o dever de liderar revelam inércia e falta de soluções, resta aos sócios e à sua claque lutar pela sobrevivência do Boavista. Por ti Boavista, Esta Bancada não vai Cair!” As licitações para o estádio e o complexo decorrerão na plataforma eletrónica da LEILOSOC, com início a 27 de abril e término às 18h do dia 20 de maio.

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