O percurso de Rui Borges no comando técnico do Sporting tem gerado amplos debates e, mais recentemente, elogios. Apesar das críticas, há quem defenda que o técnico tem demonstrado uma capacidade notável na gestão da equipa.
Um dos pontos cruciais desta discussão prende-se com a forma como Rui Borges tem lidado com as expectativas, especialmente após suceder a um período de sucesso. “O Rui Borges está a fazer um trabalho fantástico. Entrou num clube organizado, estruturado, a ganhar, e provavelmente não tem a áurea que alguns têm”, referiu uma fonte próxima ao clube, realçando o contexto em que o treinador assumiu funções. A mesma fonte acrescentou: “E toda a gente estava à espera do insucesso do Sporting alavancado pelo Rui Borges. O Rui Borges vai alavancar o insucesso porque isto está a funcionar bem. E está a ser difícil de aceitar que o Rui Borges teve capacidade e está a fazer um grande trabalho no Sporting. O Sporting continua a demonstrar que é competitivo, que tem capacidade e potencial para continuar a lutar pelo campeonato, que tem qualidade para fazer uma boa campanha europeia.” Esta perspetiva sublinha a surpresa e a relutância de alguns em reconhecer o êxito do trabalho de Borges.
A comparação com Ruben Amorim é inevitável. “Sim, até porque não é fácil substituir o Ruben Amorim dado o impacto que teve no Sporting. São duas pessoas diferentes, que pensam e comunicam de maneira diferente. A tarefa do Rui Borges é mais difícil, por causa do contexto.” Esta dificuldade é agravada pelo cenário em que Rui Borges iniciou o seu mandato. “Quando o Ruben Amorim entra no Sporting, o Sporting não ganhava nada, qualquer coisa que o Ruben ganhasse já era um trabalho fantástico, por muito pouco que fosse. Havia um espaço de tempo em que teria crédito para poder trabalhar sem a pressão que o Rui Borges está a ter. O Rui Borges entra com o Sporting a ser campeão, com títulos. Ou seja, ou ele mantém o Sporting a ganhar títulos ou vai ser criticado. Não tem o espaço que o Ruben Amorim teve para se afirmar, entrou e no imediato tem de ganhar. A tarefa do Rui é mais difícil e ele está a desempenhá-la de forma exemplar. Não estou a querer tirar mérito ao Ruben Amorim. Aquilo que ele fez foi fantástico, mas que em termos de pressão a de Rui Borges é muito maior.” Esta análise destaca a pressão distinta que Borges enfrenta, obrigado a resultados imediatos para manter a fasquia elevada pelo seu antecessor. “Se calhar isso faz confusão a muita gente, mas se olharmos para os dados, as estatísticas, os números, acho que o Rui está a fazer um campeonato fantástico.”, concluiu a fonte, reforçando a solidez do trabalho de Borges, mesmo sob escrutínio intenso.