Infrações em estádios geram 1,8 milhões de euros em multas para clubes portugueses

  1. Multas de 1,8 milhões de euros
  2. Público responsável por 62% infrações
  3. Artefactos pirotécnicos: 560.965 euros em multas
  4. Sporting bicampeão da I Liga

As infrações cometidas pelo público nos estádios portugueses foram responsáveis por 62% dos 1,8 milhões de euros em sanções disciplinares aplicadas aos clubes da I e II Liga na época 2024/25. Os dados são revelados no anuário da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), divulgado esta sexta-feira, que evidencia uma preocupante tendência no comportamento dos adeptos.

A utilização de artefactos pirotécnicos destacou-se como a principal transgressão, resultando em 560.965 euros em multas. O arremesso de objetos, tanto com como sem impacto no jogo, contribuiu com 96.084 e 92.514 euros, respetivamente. A conduta incorreta dos adeptos também pesou nas contas, gerando 92.438 euros em sanções. Estas infrações somadas ilustram as principais fontes de multas para as 34 sociedades desportivas – 18 da I Liga e 16 da II Liga, excluindo as equipas B de Benfica e FC Porto.

Em segundo plano, mas ainda com um peso significativo, os agentes desportivos inscritos nas fichas de jogo foram responsáveis por 26% dos comportamentos indevidos. Atrasos no início ou reinício dos jogos (202.749 euros) e a expulsão de treinadores (97.834 euros) foram as infrações mais notórias desta categoria. As próprias sociedades desportivas contribuíram com 12% dos incumprimentos regulamentares, maioritariamente devido à inobservância de deveres gerais e qualificados, que resultaram em 107.231 e 60.854 euros em multas, respetivamente.

Para além das sanções, o anuário da LPFP detalha outros aspetos financeiros e de público. As despesas com segurança nos dias de jogo da I e II Liga ascenderam a 14,9 milhões e 2,5 milhões de euros, respetivamente, com os custos de policiamento a atingirem 5,1 e 1,4 milhões de euros, e a vigilância a rondar os 9,8 e 1,1 milhões de euros. Os estádios foram palco para 3,8 milhões de adeptos nos 306 jogos da I Liga, um aumento de 2,7% face a 2023/24, com uma média de 12.294 pessoas por encontro e uma taxa de ocupação de 54,2%. Na II Liga, houve uma quebra de 12% no número de espetadores, registando-se quase 490 mil nos recintos, com médias de 1.600 por duelo e 26% de ocupação. O Sporting sagrou-se bicampeão da I Liga, enquanto o Tondela conquistou a II Liga.

O retorno mediático das competições profissionais também foi analisado. A I Liga foi vista por 34,1 milhões de telespectadores em Portugal, com um pico de audiências em fevereiro de 2025. O valor mediático da prova subiu 26%, atingindo os 2.149 milhões de euros, com a televisão a manter a liderança (54,7% do total), mas perdendo terreno para os meios digitais, que registaram um crescimento de 62%. Considerando a II Liga e a Taça da Liga, as competições profissionais concentraram 4,4 milhões de espectadores e 3.099 milhões de euros de exposição mediática.

No que diz respeito às transações de jogadores, as sociedades desportivas da I Liga geraram 599 milhões de euros em receitas de vendas, um aumento de 45,7% face a 2023/24, e gastaram 277 milhões em compras. A movimentação interna entre clubes da I Liga totalizou 34 milhões de euros, num total de 602 negócios (317 saídas e 285 entradas), com preferência pelos mercados do sul da Europa, América do Sul e oeste da Ásia, sendo o Brasil o destino mais comum.

Um dado relevante é a promoção de 29 atletas das equipas B para os plantéis principais. O Sporting destacou-se com 12 promoções, seguido pelo Benfica com nove e o Sporting de Braga com cinco. Geovany Quenda (Sporting), Rodrigo Mora (FC Porto) e Francisco Chissumba (Sp. Braga) foram os mais utilizados entre os promovidos. Desde 2012/13, 802 dos 1.179 jogadores das equipas B subiram às equipas principais ou foram transferidos para outros clubes portugueses, enquanto 377 rumaram ao estrangeiro, com o Brasil a ser o principal mercado de destino.

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