As seleções portuguesas jovens atravessam um período menos positivo, com os falhanços no apuramento para os Campeonatos da Europa e do Mundo a colocarem em destaque a crescente competitividade no futebol de formação. A seleção de sub-19 foi goleada pela Inglaterra por 6-0 em Braga, resultado que ditou o afastamento do Europeu da categoria. Esta foi a terceira vez consecutiva que Portugal falha a qualificação para a fase final do Euro sub-19, prova que conquistou em 2018 e onde foi finalista por diversas vezes.
A seleção de sub-17 também não conseguiu o apuramento para o Europeu, nem para o Mundial, terminando a Ronda de Elite sem qualquer ponto. No último jogo, a equipa portuguesa perdeu por 1-2 contra a Islândia, confirmando um percurso desastroso. A partida começou com dois amarelos para Castro da Mata Ferreira e Estefanio Domingos, com a Islândia a inaugurar o marcador perto do intervalo, através de Thorri Ingolfsson. Gustavo Guerra empatou na segunda parte, mas um golo de Alexander Mani Gudjonsson nos descontos selou a derrota portuguesa. O selecionador de sub-18, Bino Maçães, comentou que: “O falhanço no apuramento para o Europeu e Mundial de sub-17 reflete o aumento da exigência competitiva, admitindo que situações semelhantes podem repetir-se no futuro.”
Estes resultados negativos levantam questões sobre o futuro das seleções jovens e a forma como Portugal se pode adaptar a um cenário de maior competitividade internacional. A declaração de Bino Maçães sublinha que a exigência competitiva é uma realidade e abre a porta à possibilidade de estes falhanços se tornarem mais frequentes. Cabe agora à federação e aos clubes encontrar soluções para inverter esta tendência e garantir que o talento português continua a brilhar nos palcos internacionais.