Hjulmand

  1. Morten Hjulmand respondeu a provocações de José Mourinho.
  2. Hjulmand foi apelidado de "intocável" por José Mourinho.
  3. Hjulmand recordou período adverso na sua formação.
  4. Cresceu 13 centímetros durante as férias de verão.

Morten Hjulmand, médio dinamarquês do Sporting, respondeu hoje, com um sorriso, às provocações de José Mourinho, que em dezembro o havia apelidado de intocável após um dérbi com o Benfica. Sem mencionar diretamente o treinador português, Hjulmand abordou as declarações, relembrando a insinuação de que podia cometer faltas impunemente.

“Não entendi o que ele quis dizer com isso. Mas eu tento sempre ter uma boa relação com os árbitros. As emoções fazem parte do futebol e, por vezes, podemos discordar de algumas decisões. Mas não ligo a isso. O meu foco está em ganhar jogos e em fazer boas exibições”, afirmou o internacional dinamarquês. Hjulmand reiterou que o seu foco principal é o desempenho em campo, afastando-se das polémicas que o rodeiam.

A entrevista, concedida a um canal dinamarquês, também serviu para Hjulmand recordar um período adverso na sua formação. Quando nos escalões jovens do FC Copenhaga, foi informado de que não tinha o físico adequado e teve de descer para a equipa de sub-15. Uma lesão no joelho afastou-o dos campos por um ano, e ao tentar regressar aos sub-17, recebeu a desalentadora notícia: “Senti-me um pouco derrotado por ter de descer e jogar com pessoas que eram mais novas do que eu. Lembro-me que havia muitas dívidas e preocupações. (...) Mas senti também que precisava de recuperar a confiança que não tinha naquela altura.”

O jogador revelou que, nesse período, “Os outros eram melhores do que eu. Estavam à minha frente, eram mais rápidos e mais fortes. Por isso, tive de descer um escalão e jogar com os miúdos de 2000. Comecei a fazer muitos jogos, a marcar golos, a fazer assistências e tornei-me uma referência. Isso foi muito bom.” A sua superação foi notável, culminando num crescimento físico significativo e na ascensão da sua carreira internacional. “Durante as férias de verão, cresci imenso. Naquele ano, cresci 13 centímetros. Quando voltei para o segundo ano de sub-17, já não era o mais pequeno. E tinha ganhado alguns músculos nas pernas e no tronco”, contou. Atualmente, Hjulmand é uma peça fundamental no Sporting e na seleção dinamarquesa, encarando o jogo contra a Chéquia como uma oportunidade de redenção após o erro cometido contra a Escócia. “Isso pesou-me muito, muito mesmo. Por isso, isto é o melhor que podia acontecer. Ter uma desilusão que esteve no meu corpo durante três meses e poder usá-la agora. Temos de estar nessa fase final. Temos os jogadores para representar a Dinamarca numa fase final como essa”, declarou. O seu estilo de liderança natural reflete-se no campo. “Tenho curiosidade sobre as outras pessoas. Sou muito inquisitivo e curioso sobre como os outros estão, e sou uma pessoa social. Depois, claro, há o jogo. Acho que muitos veem uma presença em campo – tanto em termos físicos como de comunicação. Que os treinadores e colegas de equipa me sintam presente”, explicou Hjulmand. O capitão do Sporting assume que a sua liderança é “Uma mistura de todas essas coisas, suponho”.

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