Roberto Martínez, selecionador nacional, abordou em conferência de imprensa, em Atlanta, o papel crucial de Cristiano Ronaldo na equipa e, de seguida, no Estádio Mercedes-Benz, o foco no desempenho individual dos jogadores. O técnico enfatizou a importância da liderança do capitão e a sua fome de superação, mesmo perante uma lesão leve.
Martínez sublinhou a influência de Ronaldo, afirmando: “O Cristiano Ronaldo é o nosso capitão, um exemplo de um jogador com fome. Não é um jogador de 41 anos, é um jogador que tem fome de tentar melhorar todos os dias. Está a ser um capitão exemplar fora do relvado e um estímulo para os jogadores novos na Seleção, alguém que mostra o caminho e os valores da equipa. E, no relvado, é um jogador que marcou 25 golos nos últimos 30 jogos. Avaliamos todos os jogadores dia-a-dia, estágio a estágio, e a exigência para estar na Seleção é máxima para todos”
. O selecionador também comentou sobre a recuperação de Ronaldo, destacando que “É difícil dizer, aprendi rapidamente a não tentar prever o futuro com o Cristiano. Ele tenta ser o melhor que pode ser nos dias de hoje. Não faz planos para o futuro. Tem uma lesão leve e, provavelmente, na próxima semana voltará a treinar com o grupo. Não é algo grave”
. Posteriormente, Martínez reiterou a importância do jogador, realçando que “O Cristiano é o nosso capitão, é um jogador muito importante. Foi o nosso capitão na Liga das Nações e tem o melhor papel na nossa equipa, que é o último movimento na área. A sua mentalidade é inspiradora e, por isso, não sabemos quando será o fim [da carreira]”
.
Em relação à estratégia da equipa e à utilização dos jogadores, Martínez explicou as suas prioridades: “O foco do estágio é ganhar os dois jogos? Não, o foco do estágio é o jogador, é o mérito do jogador de poder vestir a camisola de Portugal. Experimentei isso frente ao México, podemos ver um Portugal na primeira parte e um Portugal na segunda parte depois de sete substituições. Isso é muito positivo porque mostra a capacidade do jogador entender os conceitos, a capacidade do jogador de poder executar o seu papel no relvado. E para nós também é importante ter um estágio para o Mundial onde a preparação seja perfeita”
. O selecionador também expressou o seu desejo de dar oportunidades a todos: “Acredito muito em todos os jogadores, se pudesse, gostava que todos os jogadores tivessem minutos”
. Sobre as paragens táticas nos jogos, Martínez mostrou adaptabilidade: “Não nos cabe a nós dizer se gostamos ou não, penso que temos de nos adaptar aos tempos. Penso que é justo ser feito em todos os jogos, não seria justo se só acontecesse em alguns dos jogos. O que é verdade, penso que para todos, para os adeptos, é que o jogo não muda. É uma paragem tática. Claro que é uma pausa para hidratar, mas em três minutos, já vimos isso noutros desportos, o jogo pode mudar, as equipas podem mudar. Já aconteceu com o México, foi um momento em que tentámos ajudar os jogadores de formas diferentes. Consideramos que estas pausas podem ser pausas táticas”
.
O técnico concluiu abordando a necessidade de flexibilidade da equipa face aos desafios do Mundial: “Temos de mudar a mentalidade e estar preparados para o que possa correr mal”
. Finalmente, Martínez elogiou o trabalho dos árbitros portugueses: “É muito importante o trabalho do João Pinheiro, é essencial para os árbitros novos e para criar uma ideia clara do árbitro português dentro da Europa e num Mundial. É um aspeto de mérito, como os jogadores que chegam à Seleção Nacional, os nossos árbitros podem chegar ao nível mais alto. É importante, é um exemplo e acho que seria merecido estar nessa lista, espero que tenha um final feliz”
. O selecionador português demonstrou uma visão abrangente sobre a preparação da equipa, focando tanto na liderança experiente de Ronaldo quanto na adaptabilidade tática e no desenvolvimento dos jovens talentos, sem esquecer a preparação para um torneio complexo como o Campeonato do Mundo, e a importância dos árbitros portugueses no panorama internacional.