A seleção nacional de Portugal empatou a zero com o México num jogo particular de preparação para o Mundial 2026, disputado no Estádio Azteca. O selecionador nacional, Roberto Martínez, mostrou-se satisfeito com a preparação e o resultado. “Estou satisfeito com estes cinco dias de preparação que tivemos e com o resultado alcançado frente a um adversário forte e em altitude. Foi um jogo exigente. Do nosso ponto de vista, foi interessante ver se uma equipa com sete substituições feitas ao intervalo conseguiria manter o plano de jogo. Do que vi, gostei”
, afirmou Martínez. O selecionador também reconheceu a qualidade do adversário mexicano. “Respeitamos e damos muito mérito ao que Javier Aguirre tem feito com a seleção do México, que é muito organizada, competitiva e joga como um clube. Por isso, eles não nos surpreenderam. Custou-nos 20 minutos a encontrar linhas de passe e espaços, algo que acontece quando a seleção se junta em março ao fim de cinco meses”
, acrescentou. Sobre o papel de Vitinha, Martínez elogiou: “É um jogador de nível excelente, que sabe defender, executar e levar o jogo para onde precisamos. Era importante ver se Portugal conseguiria controlar e chegar ao último terço sem ele. Estou muito satisfeito por isso, mas Vitinha é uma referência para Portugal nesses momentos.”
Paulinho, que foi ovacionado pelos adeptos mexicanos, mostrou-se feliz por representar a seleção no país que o acolheu. “Não me surpreendeu o México, conheço-os, têm muita qualidade, têm jogadores muito bons. Fico muito feliz por estarem assim e por irem por um bom caminho. Se Portugal não ganhar, que ganhe o México”
, afirmou o internacional português. O avançado também abordou a dificuldade de jogar em altitude. “Não houve golos, mas foi um bom jogo, em que deu para aprender muitas coisas, deu para entender que jogar em altitude não é fácil. As pessoas que não sabem não fazem ideia do quão difícil é”
, referiu. Paulinho ainda comentou a importância de Bruno Fernandes na equipa. “O Bruno, mesmo que falhe uma ou outra vez, nunca joga mal, é daqueles jogadores diferentes. A bola voa de forma diferente”
, disse. Sobre o regresso à seleção, Paulinho expressou a sua satisfação: “Foi no fim de um jogo que tínhamos empatado. Não sabia muito bem como reagir. Mas estou feliz, é fruto do trabalho. Agora é agarrar a oportunidade e continuar a trabalhar para ser opção”
. Em relação ao Mundial de 2026, o avançado mostrou-se ambicioso: “Eu vou trabalhar para isso. Acho que, se estou aqui, o mister diz que quem está nesta lista pode ir ao Mundial. Vou trabalhar para isso, mas é uma decisão dele.”
João Cancelo, por sua vez, expressou a pressão de jogar pela seleção e elogiou o grupo. “Na minha opinião, jogando por Portugal há sempre pressão. É onde eu mais gosto de jogar: é na seleção. Como já disse, estou a representar os meus pais, os meus amigos, a minha família. E acho que todos os meus colegas pensam assim”
, disse Cancelo. Apesar do empate, o jogador acredita que Portugal podia ter feito mais. “Com os jogadores que temos, temos de controlar muito mais o jogo. Somos uma equipa muito melhor do que o México. Temos melhores jogadores do que eles. E hoje, mesmo sendo um pouco superiores, a meu ver, acho que poderíamos ter feito um pouco mais. E, claro, sabe sempre melhor, sendo amigável ou não, sair daqui com uma vitória”
, afirmou. Gonçalo Ramos também abordou os desafios da partida. “Acho que é um bocadinho de tudo, são muitas viagens, o fuso horário, jogar em altitude, campo difícil, contra uma equipa com qualidade, mas o que conseguimos retirar de bom é que é um jogo amigável e temos muita margem para melhorar. Temos de ver o que fizemos menos bem e temos muito tempo ainda até ao Mundial para acertar o que há a acertar”
, concluiu Ramos. Sobre a altitude, o avançado detalhou: “Sim, até notámos, mesmo antes do jogo, quando chegámos à noite. E, de manhã, todos comentámos o mesmo. É difícil respirar, alguma tosse, alguma sensação no nariz, mas acho que faz parte. Também aconteceu o mesmo para a equipa deles de certeza, porque eles têm jogadores que jogam na Europa. Uma experiência difícil e uma boa aprendizagem.”