Sporting foca-se no campeonato após qualificação europeia

  1. Rui Borges prevê jogo difícil contra o Alverca
  2. Recuperação dos atletas é prioridade do treinador
  3. Lesão de jogador afasta-o por 4 a 6 semanas
  4. O mês de abril será de muitos jogos para o Sporting

Após a expressiva vitória na Liga dos Campeões que garantiu o apuramento para os quartos de final, o Sporting volta a sua atenção para o campeonato nacional, onde irá defrontar o Alverca. Rui Borges, técnico leonino, mostrou-se ciente dos desafios que se avizinham, das exigências impostas pelo calendário e pelas condições dos seus jogadores.

O treinador abordou a dificuldade do próximo encontro, sublinhando que “será uma tarefa difícil, por tudo aquilo que foi o jogo do Bodo/Glimt, por aquilo que é a equipa do Alverca, que tem crescido, até mesmo em 2026. Será um jogo difícil”, afirmou Rui Borges. A recuperação dos atletas é uma das prioridades de Rui Borges, que destacou a importância do estado físico e mental: “Temos de perceber, em termos físicos e mentais, que também conta muito para a recuperação. Com a importância, a intensidade e o peso psicológico do jogo, o desgaste foi enorme. O mais importante é recuperá-los e ligá-los ao máximo na exigência do jogo com o Alverca”.

O volume de jogos e as consequentes lesões são uma preocupação para o técnico. Ao analisar o estado do plantel, Borges salientou: “Para a malta que precisa de tempo, é difícil adquiri-lo. Por exemplo, o Zeno, é difícil, porque é quase só recuperar, recuperar, recuperar. Teve uma paragem longa, e é difícil. Vêmo-lo a jogar durante 30 minutos... O Zeno dá para 30 minutos, porque, se o meter de início, não vai ter aquela resposta, com certeza, porque o treino é pouco. Andamos sempre em recuperação, e pagamos um bocadinho a fatura do que tem sido a época toda bastante exigente a nível de jogos, não tem a ver só com o mês de abril. São jogos intensos, com Arsenal, Benfica, FC Porto... É o que é, eles querem disputar esses jogos. É arranjar estratégias para continuarmos a dar uma grande resposta”. Sobre uma das lesões, o treinador adiantou que “penso que a paragem será de entre quatro a seis semanas. Viram-no de bota, tem a ver com o tornozelo. Mais do que isso, não posso falar, que não sou médico”.

Rui Borges também considerou a possibilidade de alterações na equipa, referindo: “É possível que haja algumas mudanças, ou não. Vai ser muito perceber como sentimos a equipa. Em relação à esquerda, não temos o Maxi, temos o Nuno e o Mangas de volta. Temos duas soluções que dão garantias”. Apesar do desgaste, o técnico reafirmou a ambição do clube: “Faz parte do que é a grandeza e a exigência do clube. Não há outro remédio, temos jogos de três em três dias ou quatro em quatro dias, e a exigência é essa. É claro que houve um desgaste emocional e físico fora do normal, não fugimos, mas temos de saber lidar com isso, com menor ou maior dificuldade. Temos de arranjar formas de lutar contra isso, mas já vem de sempre. Temos feito muitos jogos, vamos entrar num mês de abril preenchidíssimo, estratosférico ao nível da quantidade de jogos, mas faz parte, é a exigência de estarmos onde estamos, a disputar o que queremos. Temos de arranjar soluções para dar a volta a isso e continuarmos a dignificar muito bem o Sporting”.

Em relação à participação dos jogadores nas seleções, Rui Borges partilhou o seu ponto de vista: “Pote, Trincão, Inácio, Rui, Luis... São muitos, mas é o que é. Não conseguimos fugir a isso. Eles também querem jogar nas seleções, estão à porta de um Mundial. É natural que queiram estar presentes na seleção. Fico feliz por vê-los nas seleções, a concretizarem um sonho. Não é por aí que vamos deixar de dar resposta pelos jogos de abril, é por tudo o que vem para trás, porque há lesões, há o ganho de forma, que é difícil, com jogos atrás de jogos e semanas a recuperar...”.

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