O internacional português João Palhinha, atualmente a jogar no Tottenham, abriu o livro de memórias e partilhou episódios marcantes da sua carreira, com destaque para a passagem pelo Sporting e a influência de alguns treinadores. Em entrevista, Palhinha não poupou elogios a Rúben Amorim, técnico com quem conquistou um título nacional pelos leões. “Deu-me muito prazer trabalhar com ele, tenho muito carinho pelo que conquistámos juntos. Só lhe desejo o melhor porque é um treinador especial, tenho grandes memórias com ele. Não me posso esquecer que provavelmente o momento mais marcante da minha carreira, que foi o título com o Sporting, foi com ele. Não tenho dúvidas que o sucesso que não aconteceu no United vai acontecer noutro sítio. Está guardado para ele”
, afirmou o médio, convicto das qualidades do treinador português. Palhinha considera mesmo que “o momento mais importante da minha carreira foi o título nacional com o Sporting”
e acrescenta que “estava destinado a ser campeão aqui”
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Ainda sobre Rúben Amorim, Palhinha frisou que ele era “um treinador de muita qualidade, muito inteligente, bom comunicador e taticamente muito forte”
, contrastando esta comunicação com a de Jorge Jesus. As palavras de Palhinha sugerem uma ligação forte e de grande respeito por Amorim, que considerou top
na comunicação, ao contrário de Jorge Jesus, em que “nesse aspeto não era o mais favorecido”
. Recordando um episódio específico com Jorge Jesus, na sequência da sua estreia em clássicos na casa do FC Porto, a 4 de abril de 2017, Palhinha relembrou que o então técnico leonino considerou que o jovem médio da formação do Sporting “não levou o guião certo”
. O jogador confessou que “não liguei muito, até meti um post a assumir a responsabilidade, mas incendiou mais. Até o presidente me ligou: 'O que é que foste fazer?' Tinha 21 anos, queria desvalorizar, mas fiz o oposto”
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Palhinha também destacou a influência de Marco Silva, afirmando que “foi o treinador que conseguiu puxar mais por mim”
. A sua experiência no Moreirense, onde “lembro-me de receber o salário em notas, num envelope, cêntimos incluídos”
, revela um percurso de sacrifício. Sobre a sua transferência falhada para o Bayern Munique e a posterior mudança para o clube alemão, Palhinha esclareceu que “não acreditava que, com 28 anos, uma oportunidade destas não se concretizasse e que algo do género pudesse voltar a surgir”
. Rejeitou os rumores de que a sua contratação não teria sido uma escolha de Vincent Kompany, assegurando que “a primeira pessoa que me ligou foi o Kompany. Quando soube que estava na lista de jogadores para se transferirem para o clube, deu o seu aval, pois já me conhecia desde a época em que estava no Burnley”
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