A noite mágica de Alvalade, que viu o Sporting golear o Bodo/Glimt por 5-0 e carimbar a passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões, continua a ecoar nas palavras dos protagonistas. Rafael Nel, autor de um dos golos, expressou a sua satisfação em declarações à Sport TV: “Uma sensação inesquecível, ainda por cima neste estádio. O apoio foi inesquecível. Um orgulho para mim e para a minha família. Estou muito orgulhoso pela equipa.” O jovem jogador leonino destacou ainda a sua aspiração de servir de exemplo: “Eu quando estava na Academia via sempre os mais velhos e tinha o sonho de ajudar a equipa. Como já vi bastantes exemplos à minha frente, vou tentar servir de exemplo para alguns. Tem sido muito bom, fruto dos meus colegas na equipa. É com muito orgulho que marco um golo e ajudo a equipa.” A importância do momento foi sublinhada por Nel: “Saber que o meu nome vai ficar marcado numa noite como esta, numa reviravolta, é um orgulho, é inesquecível.”
Francisco Trincão, outro dos destaques da partida, reforçou a importância da união e crença da equipa. Em declarações à Sport TV, após a goleada, o jogador afirmou: “Isso hoje não interessa, interessa é a vitória da equipa, tivemos a intensidade e a energia certa, fizemos aquilo que não fizemos lá. Tivemos outra energia, outra felicidade e fizemos um jogo histórico.” Trincão destacou o papel de todos na reviravolta: “Sim, acreditámos desde o primeiro minuto, o míster também nos fez acreditar, toda a gente acreditava, os adeptos também nos fizeram sentir essa energia e, durante o jogo e à medida que o tempo foi passando, percebemos que éramos capazes e levámos isso até ao fim. Conseguimos algo histórico.” Analisando a chave para o sucesso, acrescentou: “Acho que foi o acerto da pressão, fomos mais intensos, tivemos outra energia. Também acho que foi uma questão de crença, tivemos o aviso da Noruega, sabíamos que era difícil. O Bodo vinha de cinco vitórias seguidas na Champions, sabíamos que era difícil, mas levámos o jogo de outra forma e conseguimos fazer este jogo.”
O treinador Rui Borges mostrou-se igualmente orgulhoso pela exibição da sua equipa e dedicou a vitória à sua família: “Antes demais, deixe-me dedicar esta vitória à minha família. Sofrem muito comigo, nunca o fiz, mas eles merecem. Aos meus filhos, à minha mulher e à minha estrela, que é o meu avô. Em relação à vitória, na palestra o Neto disse que conhecíamos o melhor Bodo, mas o Bodo não conhecia o melhor Sporting. Nos últimos dias vinha a sentir que a vontade era diferente, que vínhamos para aqui com vontade de mudar tudo. Mais do que qualquer estratégia de jogo, teve que ver com uma crença que tivemos do princípio ao fim”. Rui Borges realçou a estratégia de jogo: “Era um pouco o que eu tinha dito antes do jogo. Nós sabíamos do jogo em Bodo que tínhamos de explorar mais os corredores e menos o jogo interior. Passámos o jogo a entrar pelos corredores. Fomos extraordinários.” Questionado sobre as críticas após o jogo na Noruega, o treinador defendeu os seus jogadores: “Vou ser muito honesto e vou defender os meus jogadores. Percebo as críticas, mas eles não as merecem. Podíamos não ter passado que eu vinha aqui defender os meus jogadores. Não é pelo jogo de Bodo que merecem as críticas, porque têm sido fantásticos. Agora, claro que ficámos todos desiludidos pelo que aconteceu. Mas acreditávamos que era possível. Se há estádio onde era possível, era este. E deixe-me dar uma palavra aos adeptos que foram fantásticos do princípio ao fim.” O treinador ainda destacou a resiliência da equipa: “Os verdadeiros campeões são os que caem e se levantam até ao fim. A nossa crença é inabalável e a resiliência é infinita.” Finalizou, focado no próximo desafio: “Não, a vitória mais importante tem de ser no domingo. É uma vitória importante, mais uma e deixa-me feliz que continue a marcar a história do Sporting, mas amanhã já estou a pensar no Alverca.”
Nuno Santos, por sua vez, salientou a mudança de atitude da equipa e a importância pessoal deste momento, em declarações à Sport TV: “Inesquecível, foi um grande jogo da nossa equipa. Com a atitude que tivemos hoje, demonstra que somos uma equipa fantástica. Mais uma história deste clube. Agora, pés bem assentes na terra.” O jogador partilhou a emoção de jogar pelo pai: “É a minha vida, é o que sempre sonhei. Tenho os meus filhos a torcer pelo pai. Eles são pequenos e viram muito. A equipa ajudou-me muito a ultrapassar esta fase. Estar dentro do campo a ajudar o Sporting a fazer história é fantástico.” Reiterou a mudança de postura da equipa: “Os jogadores são os mesmos, a equipa é a mesma. Apenas a atitude mudou. Tínhamos de ter muito espírito de sacrifício, acreditar. Agradecer aos adeptos. Aproveitar e descansar amanhã, mas temos mais um jogo no domingo.” Nuno Santos ainda reforçou a sua experiência pessoal: “Os meus filhos, que estão lá em cima [na tribuna], viram quase ano e meio de sofrimento. A equipa ajudou muito, todos ajudaram muito e estar dentro do campo a fazer o que mais gosto, não há como descrever.” Questionado sobre o que mudou, foi claro: “Os jogadores são os mesmos, a equipa é a mesma. O que falámos uns com os outros foi que tínhamos que reagir à perda, não deixar o adversário respirar. Temos mais um jogo importante para o campeonato, mas agora é descansar.”
Também Maxi Araújo, autor do quarto golo leonino, expressou a sua alegria com a sua conquista pessoal: “O golo foi uma emoção tremenda, sonhava marcar na Champions.”