Frederico Varandas, candidato da lista A, abordou temas cruciais sobre a gestão do Sporting, incluindo o aumento do passivo e a potencial entrada de um parceiro estratégico na SAD. Em debate, o presidente leonino esclareceu a sua posição sobre as finanças do clube e os planos de investimento futuros.
Em relação à possibilidade de um parceiro estratégico, Frederico Varandas foi enfático: “É falso que tenha dito que o Chelsea iria entrar na SAD”
. O líder sportinguista revelou que a entrada de um parceiro está nos planos a longo prazo: “No nosso plano a 10 anos, temos prevista a entrada de um parceiro estratégico, com uma participação minoritária. A maioria do capital da SAD vai manter-se no clube. Como afirmámos em 2022, temos prevista a entrada de um parceiro minoritário, mas terá de ser um parceiro que promova uma sinergia para continuar este rumo de crescimento do clube. Esta decisão será levada à AG, como também foi a compra da Alvaláxia, não sei se o Bruno estava lá”
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O aumento do passivo foi justificado como uma estratégia deliberada: “Apresentámos lucros de 82 milhões de euros, no acumulado. Em relação ao passivo, aumentámos de uma forma estratégica. Achámos que era o momento de o fazer”
. Varandas explicou a lógica por trás desta decisão, contrapondo-a a períodos anteriores de falta de investimento: “Tínhamos duas vias para poder governar. Nos últimos 16 anos, nunca mais houve investimento e viu-se o resultado disso — degradação do património do Sporting. A partir de 2018, da forma possível, fizemos um investimento com capitais próprios, na Academia, no Polo e no Estádio. Os resultados estão à vista. Chegámos a um ponto onde, para continuar a investir, ou continuamos a investir com capitais próprios ou podemos financiar-nos. O Sporting hoje goza de uma credibilidade financeira”
. O presidente leonino acrescentou ainda: “Fizemos um acordo de 225 milhões, um empréstimo. Investimos para outra dimensão e achámos ser o momento ideal para o fazer. E podia ter sido nove vezes mais. Quiseram investir 2 mil milhões de euros no Sporting. A procura significa que os próprios investidores queriam que o Sporting pusesse mais dívida à venda. Apresentámos um documento com 100 milhões, onde detalhámos como, em 10 anos, o Sporting irá dobrar as receitas — através da Alvaláxia, com o espaço José Alvalade, que irá pôr o Sporting noutro patamar: espaço de restauração, lojas, um museu de última geração e uma integração de todo o espaço do estádio. Estamos confortáveis com a receita que será gerada com estes 225 milhões e que irá pagar os custos do empréstimo”
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