Sporting: Análise pós-derrota em Bodø, com críticas de Rui Borges e Daniel Bragança

  1. Rui Borges criticou a falta de atitude e disponibilidade física.
  2. Daniel Bragança apelou à autocrítica e recuperação para o próximo jogo.
  3. O Sporting perdeu por 3-0 contra o Bodo/Glimt.
  4. A equipa busca a reviravolta em Alvalade.

Após a pesada derrota por 3-0 frente ao Bodo/Glimt, a equipa técnica e os jogadores do Sporting manifestaram a sua frustração e analisaram os pontos fracos do desempenho. Rui Borges, treinador do Sporting, culpou a falta de “atitude competitiva” e “disponibilidade física” pela goleada sofrida em Bodø. Numa entrevista, o técnico não escondeu o descontentamento: “Mais do que a estratégia em si, tem a ver com a atitude competitiva e a disponibilidade física para este jogo. Tínhamos que ter essa disponibilidade a 100%. Tivemos muita falta de energia em muitos jogadores. Fomo-nos deixando abater. Entrámos bem, mas fomos criando desconfiança. Faltaram-nos timings de pressão. Fomos ficando frustrados e deixámos o adversário ir crescendo. Sofremos golos em pequenos pormenores. Deixámos os jogos entrar em transições e eles são uma equipa muito intensa nesse momento e nós não conseguimos acompanhar. Foi um dia menos conseguido da nossa parte. Temos 90 minutos para dar outra imagem. Apesar de tudo, ainda lutaremos pela eliminatória”, afirmou Borges.

Questionado sobre as condições físicas da equipa, Rui Borges negou que o problema fosse a frescura, mas sim a atitude e características individuais: “Penso que não tem a ver com a frescura. Tem a ver com as características individuais da nossa equipa. Há um processo de habituação ao campo, mas isso não é desculpa. É um pouco de tudo. Assumo a responsabilidade. Os adeptos estão frustrados como nós, mas no próximo jogo lá estarão para nos apoiar.” O treinador também abordou a polémica paragem no jogo, na qual o guarda-redes Rui Silva foi assistido. “Não pedi ao guarda-redes. Não, não, não, era mesmo lesão”, afirmou Borges, negando qualquer instrução tática. Apesar da insistência de jornalistas sobre o aproveitamento do momento para dar indicações, o treinador reiterou: “Sim, mas era lesão, era lesão, não pedi.”

Daniel Bragança, médio do Sporting, partilhou da mesma opinião sobre a necessidade de autocrítica e melhoria. “Não há outra coisa a fazer que não seja pensar já no próximo jogo, e olhar para este jogo. Ver o que não correu bem, analisar o jogo da melhor maneira para perceber o que correu mal para sairmos daqui com este resultado pesado, corrigir e tentar melhorar no jogo seguinte, para tentar, pelo menos, igualar o jogo e levar para o prolongamento. Vamos tentar a reviravolta, claro que hoje dificultámos um bocadinho a nossa vida, mas faltam 90 minutos, vamos tentar ver o que correu mal, e sobretudo entrar com outra energia no próximo jogo”, disse o jogador. O médio também comentou a alegada superioridade física do adversário: “Não sei se estão mais fortes no aspeto físico, ou se estiveram mais fortes neste jogo. A verdade é que, neste jogo, eles foram mais fortes, tiveram mais intensidade, jogaram melhor, e marcaram três golos. Essa é a realidade, nós não conseguimos fazê-lo. Vamos tentar melhorar na quarta-feira.” Quando questionado sobre a frescura física do plantel, Daniel reafirmou: “Tenho a certeza de que os jogadores se sentem a 100 por cento, isso não é desculpa, não existem desculpas. Há que assumir o que aconteceu hoje, há jogos assim, é o que é, vamos tentar melhorar, entrar com mais intensidade e mais energia. O mister falou disso ao intervalo, que era preciso mais energia. Os jogadores estão bem, não é por aí, hoje correu mal, e vamos tentar melhorar no próximo jogo.” Bragança também revelou a sua filosofia em relação ao tempo de jogo: “Estou aqui para jogar o que o mister quiser, 10, 45, 90 minutos, estou aqui para ajudar o Sporting, o meu grupo. O mister é que decide, será sempre assim.” Finalmente, o jogador leonino apelou à união e à recuperação para o próximo desafio: “Agora é difícil pensarmos no que podemos dizer ou não, estamos numa fase complicada depois do jogo, ainda um pouco frustrados com o que aconteceu, é difícil pensar. Temos de recuperar fisicamente e mentalmente, e depois logo analisamos o que podemos dizer, ou não.” O treinador Rui Borges também fez um apelo aos adeptos: “Percebo a frustração. Não estão mais chateados do que nós. Peço a energia deles no próximo jogo, peço que estejam lá. Precisamos de todos no próximo jogo. Hoje estamos magoados e tristes.” E ainda, deixou uma mensagem de esperança para a eliminatória: “Eliminatória? Está difícil, mas não está fechada. Podíamos ter feito golo em dois ou três lances, há que levantar a cabeça. Acredito muito que na próxima terça-feira faremos algo diferente.”

Diante da contestação dos adeptos após a derrota, Rui Borges mostrou-se compreensivo. “Percebo a frustração. Não estão mais chateados do que nós. Peço a energia deles no próximo jogo, peço que estejam lá. Precisamos de todos no próximo jogo. Hoje estamos magoados e tristes”, reiterou. Com um tom de quem acredita na reviravolta, o treinador concluiu: “Vamos esperar uma equipa que quer ganhar. Temos 90 minutos para dar outra imagem. Não somos o que fomos hoje.” A mensagem é clara: o Sporting procura redimir-se e lutar pela eliminatória em Alvalade.

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