Numa era em que a personalização e a exclusividade ditam tendências, o futebol não é exceção. A escolha das chuteiras, longe de ser meramente funcional, transformou-se num statement de estilo e personalidade para muitos jogadores. Nuno Miguel, um fornecedor de chuteiras que trabalha com atletas de alta competição, desvenda o fascínio por modelos que evocam uma certa nostalgia, mas alerta para o lado menos glamoroso desta prática.
De acordo com Nuno Miguel, que fornece jogadores do Sporting e do Benfica, o desejo de se destacarem não passa despercebido. Os atletas gostam que os pés “causem polémica”, o que demonstra uma clara intenção de individualidade no relvado. Esta predileção por edições mais antigas ou por versões remasterizadas de modelos clássicos sugere que a memória afetiva e o culto do vintage estão em alta no seio do futebol profissional português.
Ainda assim, a busca por essa individualidade pode levar a caminhos insuspeitos. Nuno Miguel faz uma revelação que choca com a imagem de luxo e profissionalismo do futebol de topo: “Já vi jogadores da I Liga a usarem pares falsificados.” Este dado levanta questões sobre os bastidores da moda no futebol e a autenticidade por trás do glamour.