André Veras: Um nome conhecido no futebol português pode estar de partida para o estrangeiro

  1. André Veras pode ir para África ou Brasil.
  2. Angola é um destino provável.
  3. Veras procura um projeto “estruturado e ambicioso”.
  4. O último dia de mercado é muito ativo.

André Veras, um nome conhecido no panorama do futebol português, com experiência em clubes como Montalegre, Torreense, Trofense e Anadia, poderá estar a caminho de uma nova aventura profissional no estrangeiro. Embora existam contactos em Portugal com clubes da II Liga e Liga 3, as conversações mais avançadas parecem apontar para o continente africano ou para o Brasil, com Angola a ser um dos destinos mais prováveis.

O diretor desportivo, que se encontra atualmente sem clube, está aberto a novas propostas, desde que apresentem um projeto “estruturado e ambicioso”. Recentemente, Veras partilhou as suas perspetivas sobre o mercado de transferências numa entrevista ao Desporto ao Minuto, oferecendo uma visão aprofundada sobre a dinâmica dos clubes nos últimos dias do período de negociações. “Depende de clube para clube, mas muitos negócios ficam pendentes nos grandes clubes - que monitorizam o mercado tanto de inverno como de verão - e a seguir há sempre excedentários que acabam por cair. E a razão, muitas vezes, é a espera que os clubes têm e muitas parcerias que existem, que levam a que exista muita agitação no último dia de mercado”, explicou Veras. Ele também acrescentou que “Outras vezes, são oportunidades de negócio que os clubes acabam por concretizar, levando a que, em escala, exista essa queda de jogadores dos grandes clubes europeus para os grandes clubes nacionais e depois para os clubes intermédios e assim sucessivamente. Daí o último dia de mercado ser muito ativo.

Veras também abordou a complexidade das negociações de transferências, lembrando que “Às vezes são os clubes que arrastam os processos, outras vezes são os empresários e jogadores que arrastam porque estão sempre à espera de mais e de melhor. Os clubes querem contratar, mas muitas vezes não chegam aos valores que os jogadores querem para que o negócio se possa concretizar, e todos estão à espera do melhor negócio possível. A comunicação atualmente é muito melhor do que antigamente, mas ainda existe muita burocracia”. O diretor desportivo salientou ainda as surpresas e reviravoltas de última hora que podem ocorrer, afirmando que “Uma negociação cai à última da hora e temos de atacar as outras opções, com toda uma azafama”, e que um “atraso no envio de um email pode fazer o negócio cair”, devido à intensidade e confusão que se vive nos clubes nestes períodos. Por fim, André Veras destacou o papel “fundamental” dos agentes e intermediários no processo de transferências. “As boas relações levam a que consigamos antecipar muitos problemas. Muitas vezes, também corre ao contrário, porque estão a contar com uma situação e há um volte-face, mas é a lei do mercado. Os intermediários e empresários vão querer sempre o melhor para o seu cliente”, concluiu, defendendo que os agentes apenas buscam o melhor para os seus representados.

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