Gestão de Zeno Debast no Sporting: Rui Borges justifica ausência do belga

  1. Zeno Debast, apto, fica de fora
  2. Rui Borges: "Apenas e só opção"
  3. Debast falhou 24 jogos esta época
  4. Quenda regressa na Páscoa

A gestão de Zeno Debast no Sporting está a gerar alguma discussão nos corredores de Alvalade. Apesar de o internacional belga estar clinicamente apto para jogar, Rui Borges tem mantido o jogador fora das opções, como evidenciado pela sua ausência frente ao FC Porto para a Taça de Portugal e a provável falha na deslocação ao reduto do Sporting de Braga. O treinador leonino justificou a sua decisão, afirmando: “Apenas e só opção, também porque esteve parado algum tempo. Está à procura da sua melhor forma. Achamos que ainda não está nas suas melhores condições para dar o seu contributo à equipa”. Esta declaração foi proferida aos microfones da RTP Notícias, após a vitória do Sporting frente ao FC Porto, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. É compreensível que, perante a intensidade dos jogos recentes e o momento crucial da época, Rui Borges esteja a ser cauteloso. A coesão defensiva da dupla Gonçalo Inácio e Ousmane Diomande, que tem sido fundamental para o bom desempenho da equipa, também contribui para esta abordagem, reforçando a ideia de que o setor defensivo tem funcionado sem o belga.

Apesar da ausência de Debast, a sua utilidade não se restringe à defesa. O internacional belga já demonstrou a sua capacidade de atuar no meio-campo, sendo uma surpresa na temporada anterior pela adaptação a essa posição. No entanto, o eventual regresso de Debast como médio é, por agora, um cenário pouco provável, dada a boa forma de Morten Hjulmand, Morita, Daniel Bragança e João Simões. A história das lesões do defesa, que o levaram a falhar 24 jogos na presente época, também pesa na decisão de Rui Borges em resguardá-lo. Contratado no verão de 2024 ao Anderlecht por mais de 15 milhões de euros, a estreia de Debast em jogos oficiais pelo Sporting, na Supertaça Cândido de Oliveira, não foi a mais feliz. Na altura, o então treinador Ruben Amorim defendeu o jogador com veemência: “Ele não precisa de [melhorar na] saída de bola, mas sim no jogo aéreo e que toda a gente acredite nele. Eu acho que contratámos um craque, estou muito satisfeito e não o trocava por nenhum central do mundo”. Estas palavras, proferidas a 4 de agosto de 2024, evidenciam a crença no potencial do jogador. O belga tem um contrato válido até 2029 e uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros, o que, juntamente com o seu desejo de participar no Mundial 2026, augura o seu regresso às opções leoninas.

Paralelamente à situação de Debast, o Sporting aguarda o regresso de Geovany Quenda, que deverá acontecer no fim de semana de Páscoa, quando o Sporting receber o Santa Clara na jornada 28. O extremo, que fraturou o quinto metatarso do pé direito no dérbi com o Benfica em dezembro, está em Londres sob a gestão do Chelsea, clube detentor do seu passe. O seu retorno a Lisboa está previsto para antes da paragem para os compromissos das seleções. A recuperação do ritmo competitivo será crucial, e as duas semanas sem jogos, durante a paragem internacional, serão decisivas para Quenda. Rui Borges poderá contar com um importante reforço para a reta final da temporada. Com cinco golos em 22 jogos antes da lesão, Quenda demonstrou ser uma peça valiosa para a equipa leonina, e o seu contributo será fundamental na luta do Sporting por todas as frentes.

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