Farioli e Borges com leituras distintas após Sporting 1-0 FC Porto na Taça de Portugal

  1. Sporting venceu FC Porto por 1-0 no primeiro jogo da Taça de Portugal.
  2. Farioli confiante na reviravolta no Dragão.
  3. Rui Borges desvaloriza declarações de Farioli.
  4. Luis Suárez alcançou 30 golos na época.

A primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal entre FC Porto e Sporting, que terminou com a vitória leonina por 1-0, deu azo a diferentes leituras por parte dos técnicos Francesco Farioli e Rui Borges. Farioli, apesar da derrota, mostrou confiança na reviravolta no jogo da segunda mão, no Dragão. “Está tudo em aberto. Vamos recebê-los dentro de algumas semanas, no Dragão. Nesse sentido, acredito que tudo está dentro das nossas possibilidades. Claro que eles têm uma pequena vantagem. Mas, da nossa parte, se abordarmos o jogo da forma como devemos, penso que temos todas as hipóteses de seguir em frente”, afirmou o técnico do FC Porto.

O treinador italiano fez ainda uma análise da exibição da sua equipa e das dificuldades sentidas durante o jogo. “É para trazer jogadores importantes como o Moffi e o Fofana, já tinham entrado, mas ainda não tinham sido titulares. Penso que a resposta deles foi muito positiva. Como sabe, acredito muito na força do coletivo, na força da equipa. Quero ter a energia certa. Hoje, mais uma vez, fizemos o nosso trabalho. Especialmente na primeira parte, quando tinha todos os jogadores nas posições certas. Acho que estivemos muito bem. A melhor imagem da primeira parte, para mim, foi o facto de o nosso adversário ter demorado 20 minutos a regressar do intervalo. Tentaram encontrar os ajustes certos para responder ao que apresentámos hoje”, contextualizou Farioli, que continuou: “Em termos de impacto, o que retiramos deste jogo é que fizemos um bom jogo. Claro que a segunda parte foi diferente, mas quando se tem de terminar o jogo com o Pepê como lateral e com o Pablo Rosário como central... Ele está habituado a jogar ali, mas não é um defesa-central. E, mesmo assim, em três jogos contra o Sporting, que tem o melhor ataque, conseguiram marcar apenas um golo de bola corrida e dois de penálti. Isso diz muito sobre a nossa prestação. Na primeira parte, quando pudemos jogar com o nosso lateral-direito natural e com o nosso central, o que vi foi uma equipa muito dominante, a recuperar muitas bolas. Já vos disse: a melhor imagem para mim é a duração do intervalo. Demoraram 20 minutos a regressar ao relvado. Em 20 minutos encontraram a solução adequada. Vir aqui e colocá-los em tantas dificuldades é algo digno de registo. Depois, nada tenho a dizer sobre a qualidade deles. Já o disse ontem, hoje e direi amanhã: são uma grande equipa. Mas, na nossa própria análise, fizemos um grande jogo. E podemos retirar daqui muita energia positiva.”

Já Rui Borges, do Sporting, desvalorizou as declarações de Farioli sobre a estratégia do FC Porto na primeira parte e sobre o jogador Luis Suárez: “Farioli? Eu estava a comer uma canja [enquanto o treinador do FC Porto falava em conferência de imprensa], estava boa. A primeira [pergunta] nem merece resposta. A segunda, sim, ele tentou de alguma forma ludibriar as nossas referências de marcações, começou a meter Pepê de fora para dentro a quebrar campo, a vir até à zona central direita, também o Mora a pegar no jogo mais baixo de frente... Em alguns momentos conseguiu ter mais tempo para tomar decisões mais atrás, também com Alan Varela mais descaído, quase numa criação a três... Ganhou tempo, tirou-nos se calhar alguns momentos para pressionar, mas não conseguiu entrar no nosso bloco. A equipa esteve sempre muito concentrada, rigorosa e comunicativa e conseguimos sempre anular essa tentativa de tirar marcações do FC Porto”. Sobre o gesto de Suárez, o treinador leonino disse: “Não sei, não vi. Se fez algum gesto, se calhar estava a fazer algum sinal relacionado com o que aconteceu no último jogo no Dragão, sobre as bolas. Pode ter sido por aí. Em relação ao caráter, nem sequer ponho isso em causa, nem vou comentar as palavras do mister Farioli. Também não ponho em causa o caráter e a personalidade do Luís. O que ele tem feito e a marca que tem deixado no nosso campeonato falam por si. E vai continuar a marcar. Nem é assunto, para mim, pôr em causa o caráter de um atleta.” Borges considerou que o treinador adversário devia focar-se mais no seu próprio clube: “O adversário está muito focado no Sporting, quando devia focar-se mais no FC Porto.” E sobre a arbitragem: “No tablet vejo as imagens do jogo, aquilo que é estratégia e tático para eu tentar melhorar a equipa... Felizmente, em casa tenho dois tablets, consigo ver mais imagens do que o normal. Não vou estar aqui a comentar a arbitragem porque não o faço e evito ao máximo de fazê-lo e não o faço. É a opinião do treinador adversário. Apenas isso.” Acrescentando ainda: “Nem merece resposta.” Borges elogiou ainda o desempenho de Hjulmand: “O Morten [Hjulmand] foi dos melhores jogos que o vi fazer no Sporting. Grande jogo, grande líder, grande capitão, grande exemplo do que é Sporting.” Em relação ao plano defensivo: “Não variou muito porque o FC Porto não mudou a sua estratégia, mudou depois do 1-0. Acho que até nos beneficiou um pouco nas marcações, sabíamos que tínhamos de competir bem nos um para um. Volto a dizer, a equipa esteve muito bem em termos comunicativos na linha defensiva. Eles [FC Porto] estiveram bem nos timings de pressão, mas não nos criaram nada com essa mudança estratégica.” Sobre a vantagem na eliminatória, Rui Borges mostrou-se satisfeito, mas cauteloso: “Em relação ao conforto, vamos a ganhar. Independentemente de ser 1-0, 2-0 ou 2-1. Vamos em vantagem e sabemos que vamos ter mais 90 minutos intensos, competitivos, onde queremos muito voltar a ganhar. Vai ser um jogo à imagem do que tem sido: muitos duelos, muito competitivo, por vezes não tão bem jogado. A primeira parte foi muito “picada”, com muitas faltas, muitas quebras de ritmo, muitas paragens de tempo, a tentar matar o ritmo do jogo. Foi uma primeira.” O Sporting conseguiu, à sétima tentativa, vencer um adversário do top 5 da Liga, somando o primeiro triunfo em clássicos e dérbis esta temporada e Luis Suárez alcançou os 30 golos, tornando-se o oitavo a fazê-lo na primeira época no clube.

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