Frederico Varandas critica FC Porto: "Mentiras, vergonha e falta de ética"

  1. Varandas critica “mentiras, vergonha e falta de ética”.
  2. FC Porto inscreveu-se em comissões da Federação.
  3. Toalhas de Rui Silva roubadas duas vezes.
  4. Varandas compara atitudes a práticas de África.

Depois de um novo ataque em comunicado do FC Porto, Frederico Varandas, presidente do Sporting, tomou posição sobre os acontecimentos no último clássico e uma alegada Santa Aliança contra os dragões. Em declarações, Varandas não poupou nas críticas, abordando as “mentiras, vergonha e falta de ética” que, na sua opinião, têm marcado as ações dos dragões.

O presidente do Sporting contestou as insinuações de que o clube teria influência na arbitragem, referindo-se aos órgãos da Federação e às comissões de arbitragem. “Vou voltar a explicar: estes órgãos sociais da Federação curiosamente até foram eleitos com o apoio do FC Porto. Estava preciso no programa criar essas comissões. Em maio, antes da época começar, foram criadas 19 comissões. Que são o quê? Grupos de reflexão. Não reportam ao Conselho de Arbitragem, não reportam ao Conselho de Disciplina, não têm poder deliberativo. A Federação convidou os 84 delegados, onde estão os clubes profissionais, as comissões de trabalho, grupos para se inscreverem. O Sporting inscreveu-se. Mas não é que o FC Porto também se inscreveu? Havia comissões de arbitragem, competições, futebol jovem, jogadores, treinadores… Quem escreve este comunicado sabe que está a mentir. O intuito deste comunicado não é informar, é simplesmente desviar atenções”, esclareceu Varandas.

Varandas também abordou alguns episódios ocorridos no clássico do Dragão, questionando a postura do FC Porto: “Não lhes interessa falar do que tem de ser falado. Mais uma vez, esperei uns dias para ver se havia alguma resposta, algo que explicasse o sucedido no FC Porto-Sporting. E vou dar de barato o facto da comitiva entrar, passar junto a adeptos que, bastava terem recolhido a manga, e não estavam a ofender, insultar e ameaçar os jogadores, o presidente, o staff e o treinador, bastava isso. Não estou a falar do ar condicionado, não estou a falar da decoração do balneário. Esses três casos para mim é pouco relevante.” O presidente do Sporting foi ainda mais longe nas suas críticas, comparando algumas atitudes a práticas que “já não se vê na Europa periférica, só mesmo em África”, e referiu a situação de Rui Silva: “E o que aconteceu às toalhas do Rui Silva? Foram precisas três toalhas, roubaram duas vezes a toalha do Rui Silva. Nunca vi isto. Roubaram duas vezes as toalhas do guarda-redes durante o jogo. E a partir do golo do FC Porto, todos os apanha-bolas retiram os cones e as bolas. E isto, meus senhores, já não se vê na Europa periférica, vê-se em África só.”

Em relação às acusações sobre as roubalheiras, Varandas fez uma forte declaração moral e ética: “O que sei é que, se chegasse a casa, olhasse para os meus filhos e eles soubessem que o Sporting fazia isto, eu morria de vergonha. Não estamos a falar de ganhar ou perder, isso faz parte da vida. Mas o que nos define é a maneira como atuamos na vitória e na derrota. Se estes episódios de Fábio Veríssimo, de roubar as toalhas, de mandar os apanha-bolas tirar as bolas, fossem neste Sporting, eu não tinha dimensão ética para ser presidente do Sporting.” Varandas também se manifestou sobre a alegada Santa Aliança e o estado do futebol português: “Santa Aliança? Isso é mais um chorrilho de asneiras como outras. O objetivo é apenas desviar do que realmente interessa. E uma das coisas que devia interessar a todos nós é lutar pela valorização do futebol português. O futebol português tem de recuperar o sexto lugar do ranking da UEFA. Mas eu tenho vergonha, tenho de dizer isso. Estes episódios tiveram eco lá fora. E, de facto, dirigentes que tanto se preocupam com o estado dos relvados, com as condições dos clubes pequenos, com as transmissões televisivas, fazem dez vezes pior. Com dirigentes como estes, não merecemos estar no sexto lugar da UEFA. Não merecemos. A luta pelo Campeonato vai ser até ao fim, mas o título da falta de ética e antidesportivismo já está entregue, seguramente.”

Reforçou ainda o modo como o Sporting recebe os adversários: “Próximos clássicos? Apenas posso dizer o que gostaria e o que controlo. O que controlo é que o FC Porto será muito bem recebido para poder fazer o que melhor sabe, competir dentro de campo. O presidente do FC Porto tem o lugar institucional, onde sempre se sentou. Gostaria que os adeptos do Sporting não fizessem o que os adeptos do FC Porto fazem, de interromper o sono. Os jogadores do Sporting não querem isso, nós não queremos isso. O FC Porto vai ser muito bem recebido, tal como qualquer equipa. Ambiente cada vez mais insustentável? Mas eu não controlo isso. Eu controlo as nossas ações, as do Sporting. Não é o Sporting que comenta nomeações antes dos jogos. Não é o Sporting que tem estes episódios num jogo que organiza. Custa muito quando as coisas acontecem e é muito fácil criticar o presidente. Não, porque o mal do futebol português está nos dirigentes? O dirigismo assim não ajuda, todos têm telhados de vidro. Meus senhores, tenham coragem de meter nomes. Não somos todos iguais e não, não fazemos o mesmo.”

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