Sporting e FC Porto empatam, mas Leões queriam mais

  1. Empate a uma bola no Dragão
  2. Suárez marca de penálti nos descontos
  3. Rui Borges fala em superioridade do Sporting
  4. Luis Suárez insatisfeito com o resultado final

O empate a uma bola entre Sporting e FC Porto no Estádio do Dragão deixou um sabor amargo para os leões, que, segundo o técnico Rui Borges e o avançado Luis Suárez, ambicionavam mais do que um ponto. A partida, marcada por um golo portista no único lance perigoso e um penálti convertido por Suárez nos descontos, gerou debates sobre a performance das equipas e as táticas adotadas.

Rui Borges, visivelmente insatisfeito com o resultado, sublinhou a superioridade da sua equipa. “Fomos a equipa mais personalizada dentro de campo do primeiro ao último minuto. Não conseguimos criar tantas situações como queríamos. Entrámos muito bem a controlar o jogo, a saber saltar a pressão do FC Porto. Eles equilibraram dos 15 aos 35 minutos, ficou mais equilibrado. Falhámos alguns passes em que podíamos ter definido melhor, mas sempre com grande personalidade. Uma 2.ª parte onde fomos claramente superiores, o FC Porto faz golo no único lance de perigo que tem perto da nossa baliza. Estávamos personalizados com bola. E depois foi correr atrás do prejuízo e acabámos por conseguir o empate”, analisou o treinador. Borges também foi questionado sobre a perceção de que o Sporting tinha a obrigação de querer mais. “Sinceramente, penso que sim. Penso que poderíamos ter sido mais intensos aqui ou ali a pressionar e ir à procura da baliza do FC Porto, mas sempre com uma grande personalidade e qualidade. A equipa sempre equilibrada, muito ciente do que tinha de fazer ofensiva e defensivamente. Mas nos 90 minutos, fico com a sensação de que o Sporting foi a equipa mais personalizada e que mais queria ganhar”. Sobre a persistência da equipa, destacou: “Mérito da equipa. Mas não é só o golo nos descontos. A mim, resta-me enaltecer a personalidade da equipa num ambiente difícil. Manteve sempre um equilíbrio emocional muito grande, essa personalidade de querer jogar, não querer fugir à nossa identidade. Percebeu muito bem o que tínhamos de fazer. Muito feliz por aquilo que fomos capazes de fazer. Acabámos por sofrer um golo no único lance que o FC Porto tem de perigo junto à nossa baliza”.

Luis Suárez, autor do golo do empate, reforçou a frustração da equipa. “Foi importante resgatar este ponto, mas não saímos satisfeitos. Queríamos vir cá ganhar e recuperar muito mais pontos do que conseguimos no final. Sabíamos que iria ser uma partida dura, não seria fácil, e esperamos que agora façamos as coisas bem no que resta da temporada. E possamos conseguir o objetivo final”. O avançado comentou a dificuldade do jogo fechado. “Sim. Acho que rematámos pouco à baliza. Foi o penálti e já está. Sabíamos que o jogo deles era defender muito bem, têm jogadores atrás muito fortes, sabíamos que iríamos encontrar um jogo assim, mas fomos muito superiores em grande parte do jogo. E eles só conseguiram fazer transições entre defesa e ataque”. Suárez também abordou a diferença pontual. “São pontos. Ainda falta muitos jogos para o final da Liga e vamos fazer o nosso trabalho, esperando que eles se enganem em algum momento. Mas concentramo-nos no nosso trabalho e vemos o que acontece depois”. No decorrer da partida, foi notado que os apanha-bolas do FC Porto esconderam as bolas nos minutos finais, uma situação que atrasou o reatamento do jogo e gerou controvérsia. A partida, que muitos consideraram aborrecida e “jogada quase sem balizas”, terminou com um golo de Fofana para o FC Porto e o empate de Suárez de penálti, refletindo o sentimento de que “o FC Porto-Sporting acabou como era suposto”, num lance confuso com persistência portista e um penálti já a acabar a dar o golo a Suárez.