O FC Porto enfrenta um novo desafio com a inclusão de Martim Fernandes no boletim clínico. Segundo a informação divulgada pelo clube esta terça-feira, Martim Fernandes “fez trabalho de recuperação com o restante grupo e tratamento a uma fascite plantar”. Esta notícia surge no rescaldo da primeira derrota do FC Porto na presente edição da Liga, frente ao Casa Pia, em Rio Maior.
Contudo, a situação do lateral parece não ser tão preocupante quanto a de outros. De acordo com o apurou Record, “o lateral será gerido em treino, porque esta inflamação na planta do pé é dolorosa, mas tudo indica que esteja a 100 por cento para a receção ao Sporting, no clássico da próxima segunda-feira”. Assim, a expectativa é que Martim Fernandes possa estar apto para um dos jogos mais importantes da temporada para os Dragões. Ele, juntamente com os lesionados de longa data, Nehuén Pérez e Luuk de Jong, “voltarão amanhã ao Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa para seguirem nos respetivos processos de recuperação”. O restante grupo de jogadores terá um dia de folga, com o regresso aos trabalhos agendado para quinta-feira.
Braga prepara confronto com o AVS
Enquanto isso, Carlos Vicens, treinador do Braga, fez a antevisão do confronto da 20.ª jornada da Liga Betclic contra o AVS, agendado para as 18h45 desta segunda-feira. Vicens alertou para a dificuldade do jogo, recordando o empate a dois golos na terceira jornada. “É um jogo que tem a sua dificuldade e que, por má sorte, vimos isso na terceira jornada em casa [empate a dois golos]. Podemos colocar o foco nos pontos ou nas dificuldades que nos criou cá. A mensagem que passei aos jogadores foi que todas as equipas querem ganhar ao Braga e o AVS não vai ser diferente”, afirmou Vicens.
O Braga tem demonstrado solidez defensiva, com quatro jogos consecutivos sem sofrer golos. Questionado sobre este registo, Vicens comentou: “Parte dos bons resultados passa por aí. Se virmos as estatísticas, somos a terceira equipa da Liga com mais golos esperados, mas naqueles jogos que não consegues tanto acerto a parte defensiva também deve ser alta para nos aproximarmos da vitória. Estamos a trabalhar e a equipa está consciente em minimizar erros e maximizar o acerto. Ser uma equipa mais sólida ajuda a ganhar jogos”.
AVS: Um adversário resiliente
O AVS já vai no terceiro treinador da época, facto que Vicens reconhece, mas sem descurar o valor da equipa adversária. “Cada treinador tem as suas ideias. Fizeram mudanças no plantel, mas a estrutura e o coração da equipa continuam lá. Uma equipa que vai tentar maximizar os nossos erros e aproveitar as armas que pode ter na transição para nos causar dano. Vai ser um jogo muito difícil para nós e temos de ter estabilidade emocional, mantendo a disciplina, sermos ambiciosos e que não fiquemos afetados com alguma coisa que possa acontecer durante o jogo”, salientou o treinador do Braga.
Adaptação ao relvado
Relativamente ao estado do relvado nas Aves, que pode estar pesado devido à chuva, Vicens mostrou-se pragmático. “Este mês foi atípico pela quantidade de chuva e isso afeta os relvados. É um facto, mas não podemos utilizar isso como desculpa, é igual para as duas equipas, e vamos ter de nos adaptar. Não é algo que estamos alheios, mas não será desculpa. A nossa mentalidade tem de ser fria, temos de ser uma equipa disciplinada e ambiciosa, do primeiro ao último minuto”, reforçou Carlos Vicens.
Mentalidade vencedora
A resposta da equipa após o jogo em Fafe também foi abordada, com o treinador a sublinhar a mentalidade da equipa. “Enfrentamos cada jogo a pensar em ganhar. Preparamos os jogadores num contexto para ter o maior nível de energia em campo. Vamos fazer o nosso trabalho a cada três dias, o trabalho não mudou, mas nos últimos jogos viu-se uma versão mais sólida. Concedemos poucos golos e poucas ocasiões, sendo que parte disso explica-se com êxito do nosso ataque. Estamos com bola no ataque e, consequentemente, reduzimos as ocasiões dos rivais”, explicou.
Foco na Liga
Após o apuramento na Liga Europa, o foco do Braga volta-se agora para a Liga. “O mês de fevereiro terá o foco único e exclusivo na Liga; por um lado permite esse descanso e, por outro, podemos treinar com algum conteúdo porque levámos muitos meses sem conseguir trabalhar aspetos que não são tão fáceis de fazer a jogar de três em três dias”, revelou Vicens.
Mercado de inverno e saídas
Sobre o mercado de inverno, que está a chegar ao fim, Vicens revelou alguma satisfação com as entradas. “Estamos satisfeitos com os jogadores que vieram, a pensar no presente, mas também a médio e longo prazos. É um mercado difícil, os valores estão inflacionados, mas sempre podem acontecer coisas nas últimas 24 ou 36 horas. Não estamos numa situação de urgência, acho que não vamos fazer nada fora do normal, mas vamos ver porque é futebol”. Finalmente, sobre a saída de Afonso Patrão, o treinador comentou: “Foi um jogador que valorizamos, que tinha presença na primeira equipa desde a época passada. Teve um inconveniente porque tínhamos três avançados e, neste contexto, tivemos sorte que durante meses tivemos os três como opção. Assim, não foi fácil dar-lhe oportunidades, ainda treinou algumas vezes, foi convocado, mas tendo três avançados aptos não era fácil e decidimos por essa operação. Desejamos que tenha um futuro brilhante”, concluiu Carlos Vicens.