O fim‑de‑semana futebolístico ficou marcado em Portugal por duas narrativas distintas: a ausência do presidente do Sporting, Frederico Varandas, no Estádio José Alvalade, e uma polémica a nível internacional envolvendo Cristiano Ronaldo e o Al‑Nassr. Em simultâneo com a vitória convincente dos leões por 4‑0 sobre o Rio Ave, Varandas encontrava‑se nos Globe Soccer Awards, em Dubai, em companhia da família.
Paralelamente, jornais portugueses noticiaram uma nova crise interna no clube saudita: Ronaldo não foi incluído na convocatória para o duelo com o Al‑Riyadh e, segundo os relatos, terá recusado jogar. As informações continuam a combinar factos confirmáveis e várias alegações ainda por apurar.
Varandas em Dubai e a ausência em Alvalade
Fontes da imprensa nacional confirmam que Frederico Varandas marcou presença nos Globe Soccer Awards em Dubai acompanhado da mulher, Katarina Larsson, e do filho Santiago. A deslocação coincidiu com o jogo do Sporting frente ao Rio Ave, que terminou com uma vitória por 4‑0 e uma exibição dominadora da equipa de Rúben Amorim.
A ausência do presidente suscitou comentários sobre prioridades institucionais e sobre a sobreposição entre compromissos oficiais e pessoais. Do ponto de vista do clube, a gestão desportiva e administrativa manteve‑se inalterada no jogo, mas a circunstância alimentou cobertura mediática e debate público.
A fotografia e a repercussão mediática
A imagem divulgada do evento mostra Varandas em ambiente familiar, ao lado da esposa e do filho, e foi amplamente partilhada nas redes e nos órgãos de informação que acompanharam a cerimónia. Para os observadores, a foto simboliza a natureza pública do cargo e a atenção permanente sobre as figuras do futebol português.
Os comentários centram‑se tanto na escolha pessoal do presidente como na forma como os media tratam episódios de crise ou curiosidade institucional. A leitura pública divide‑se entre críticas pela ausência e compreensão pela vertente institucional do evento internacional.
Ronaldo ausente da convocatória do Al‑Nassr
Os relatos publicados por A Bola e MaisFutebol indicam que Cristiano Ronaldo não integrou a lista de convocados do Al‑Nassr para o encontro com o Al‑Riyadh, sob comando de Jorge Jesus. Segundo as mesmas fontes, o internacional português terá recusado participar na partida, gerando mais um momento de tensão em torno da sua passagem pelo futebol saudita.
Os factos confirmáveis são, por ora, a ausência na convocatória e a realidade reductiva do mercado de inverno do clube. O resto das informações reportadas pelos órgãos portugueses assume‑se como alegações que carecem de confirmação oficial por parte do jogador ou do clube.
Tensões internas e alteração de funções
Uma das linhas explicativas aponta para a restrição de competências a dois dirigentes próximos de Ronaldo: Simão Coutinho, diretor‑desportivo, e José Semedo, CEO. Consoante as reportagens, essa alteração de responsabilidades terá desagrado ao capitão e contribuído para o desentendimento interno.
Além disso, a saída de jogadores e a gestão de influência dentro do clube são referidas como fontes de conflito. A venda de Wesley para a Real Sociedad é citada como um movimento que poderá ter reduzido a margem de manobra do Al‑Nassr nesta janela de transferências.
Contexto financeiro da Liga Saudita
Os números avançados pelos meios portugueses ajudam a enquadrar a disputa: desde a chegada de Ronaldo, em dezembro de 2022, o Al‑Nassr terá gasto cerca de €409 milhões em transferências, face aos €624 milhões do Al‑Hilal. Outros clubes apoiados pelo PIF, como Al‑Ahli e Al‑Ittihad, registaram dispêndios significativos, na ordem dos €380 milhões e €334 milhões, respetivamente.
No mercado de inverno em curso o Al‑Nassr contratou apenas Haydeer Abdulkareem, extremo de 21 anos proveniente do Al‑Zawra’a (Iraque), um encaixe modesto quando comparado com o ritmo de investimento de outros emblemas sauditas. Estas diferenças de estratégia financeira e de gestão de recursos são apontadas como fatores de tensão interna.
Impacto na seleção e considerações finais
Com menos de cinco meses para o Campeonato do Mundo, a relação entre Ronaldo e o seu clube preocupa também a Federação e os adeptos da seleção. A possibilidade de diminuição do tempo de jogo ou de problemas de preparação física para um jogador de 41 anos é um argumento frequentemente mencionado nas análises sobre o caso.
Ronaldo é descrito nas reportagens como capitão do Al‑Nassr e com um registo de 133 jogos e 117 golos pelo clube, números que reforçam o seu papel central na Liga saudita. As notícias citam ainda vencimentos na ordem dos €209 milhões por ano, valor não oficialmente confirmado. Em suma, permanecem factos confirmáveis — ausência de convocatória, contratações limitadas e a venda de jogadores — e várias alegações sobre dinâmicas internas que exigem verificação adicional.