Sporting faz história enquanto Benfica vive o drama na Champions

  1. Sporting garante apuramento direto para oitavos
  2. Benfica apura-se para play-off
  3. Golo de Trubin aos 98 minutos
  4. Sporting melhor desempenho na Champions

A recente jornada da Liga dos Campeões trouxe à tona uma série de emoções contraditórias para os clubes portugueses. Enquanto o Sporting garantiu um feito histórico, o Benfica viveu momentos de incerteza, culminando em um golo que ecoou por toda a Europa. A caótica última jornada da Liga dos Campeões, com 18 jogos em simultâneo, evidenciou a magia da competição e a capacidade de superação, mas também revelou as nuances do desempenho português no cenário europeu.

“Percebo o agravo de alguns sportinguistas: o clube tem o seu melhor desempenho de sempre numa fase de grupos e o mundo só fala do que se passou no Estádio da Luz? É preciso azar, eu sei. Mas as coisas são assim. O Sporting ficou com a melhor classificação, com mais dinheiro e o apuramento direto para os oitavos; o Benfica teve a melhor história”, reflete um dos artigos de referência, destacando a dicotomia entre as duas equipas de Lisboa. De facto, o Sporting concluiu a fase de grupos em sétimo lugar, sendo a única equipa não inglesa, alemã ou espanhola a garantir um lugar direto nos oitavos de final. Este feito contraria a hegemonia das big 5, mostrando que mesmo com orçamentos mais limitados, é possível competir ao mais alto nível.

O Drama no Estádio da Luz

O golo de Trubin, guardião do Benfica, foi o 61.º e derradeiro golo da ronda, ocorrido ao oitavo minuto de compensação na Luz. Este momento épico permitiu ao Benfica ultrapassar os marselheses, garantindo a sua passagem ao play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. “É bem possível que o cabeceamento de Trubin tenha sido efusivamente festejado em Nyon. Não porque a UEFA, sediada na cidade suíça, tivesse especial interesse na ida do Benfica ao play-off da Liga dos Campeões, mas porque aquele golo era o melhor carimbo de êxito que o novo formato da principal competição europeia de clubes poderia obter”, enfatiza a análise. A UEFA, de facto, viu no golo de Trubin uma validação do novo formato da competição, que prioriza a emoção e a incerteza até ao último minuto.

O Heroísmo do Sporting

Os momentos finais do Benfica-Real Madrid concentraram a energia que a UEFA quer que esta noite de futebol, envolvendo 36 equipas, possua. O Sporting, por sua vez, também teve a sua dose de drama e heroísmo. “O Sporting derrotou o Athletic, confirmando que a equipa de José Mourinho só dependia de si. Mas faltava um golo”, revela a crónica. A equipa de Alvalade mostrou resiliência, e nestes jogos, em que há espaço para correr, o brasileiro é extraordinário, disse o técnico depois da vitória contra o Athletic. Alisson Santos aproveitou o caos e o espaço para ser o herói. O Sporting realizou o que é já “a melhor prestação de sempre do clube desde que a Taça dos Clubes Campeões Europeus deu lugar à nomenclatura atual”.

O Desafio dos Oitavos de Final

No entanto, a Liga dos Campeões 2025/26 traz consigo um desafio para o Sporting: “O desafio é fazer melhor do que em 2008/09 e 2021/21, as duas vezes em que os verde e brancos chegaram aos oitavos de final, saindo sempre goleados.” As memórias das goleadas sofridas contra o Bayern (12-1 no agregado) e o Manchester City (5-0 no agregado) ainda assombram os adeptos.

A Magia da Competição

A Liga dos Campeões provou, uma vez mais, ser um palco de contrastes. Enquanto o Sporting celebra um feito inédito para o clube, o Benfica, apesar de uma fase de grupos tumultuosa, encontrou no golo de Trubin um sopro de esperança e uma história digna de ser contada. A competição continua a ser um teste à resiliência e à qualidade do futebol português, demonstrando que, para além dos resultados em campo, as narrativas e emoções são o que verdadeiramente cativam os adeptos.